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Peres condiciona interesse por Ganso, explica “caso Nenê” e lamenta fracasso por Zelarayán

Presidente do Santos evita estipular prazo para contratações, mas não descarta repatriar o meia do Sevilla “se ele estiver livre”

Por Arthur Faria e Gabriel dos Santos, Santos, SP

23/02/2018 13h14  Atualizado há 51 minutos

Logo após apresentar o lateral-esquerdo Dodô e se defender sobre a semana turbulenta nos bastidores do Santos, o presidente José Carlos Peres falou sobre reforços e algumas negociações frustradas, como a do argentino Lucas Zelarayán, do Tigres. O dirigente tratou como “boatos” as notícias sobre negociações com o meia Ganso, do Sevilla, mas admitiu ter interesse no jogador.

Sobre Zelarayán, Peres explicou que havia a expectativa de um acerto com o jogador argentino, mas isso estava condicionado ao interesse do Tigres pelo meia Guido Pizarro, do Sevilla. Como esta última transferência não ocorreu, o clube mexicano segurou Zelarayán. Peres, que chegou a dizer há duas semanas que o Santos contrataria um “camisa 10 em dez dias”, afirmou:

– Não dou mais prazo. Prazo no futebol é mortal. Na questão do meia, é um sonho que persiste, sem prazo. Temos o Diogo Vitor, que é um grande meia, estava perdido. Tratamos de renovar e apresentamos um meia. Não é o meia que achavam que viria, não dá para trazer o Messi. Ele trará resultados. Tínhamos a possibilidade de trazer o meia do México (Zelarayán), mas infelizmente fechou a janela deles e não conseguiram trazer um jogador da Espanha (Pizarro, do Sevilla para o Tigres).

Peres aproveitou para escalarecer o “caso Nenê”. O presidente teria pedido a contratação do meia ao então diretor Gustavo Vieira de Oliveira, que, por sua vez, teria se negado a ir atrás do jogador. Como Nenê acabou indo para o São Paulo, ex-clube de Gustavo e atualmente comandado pelo tio dele, Raí, pessoas ligadas à diretoria passaram a questionar o então dirigente.

– Nunca pedi o Nenê para ele. Nenê nunca esteve nas nossas pretensões. Nunca discutimos sobre isso. Pensamos no Nenê quando assinou com o São Paulo e foi abortado. Não era da minha preferência, é grande jogador, identificado, mas nunca disse que eu queria ou não. Nunca interferi no futebol. Quando presidente interfere, não há produção. Nunca falei sobre isso com ele – disse Peres.

O curioso é que, em nota oficial divulgada na quarta-feira, o próprio Peres falou que tinha interesse em Nenê. Nesta sexta, porém, disse que isso “era coisa da imprensa”.

óJosé Carlos Peres, presidente do Santos (Foto: Arthur Faria)

Robinho

Peres reafirmou ter sido ele o responsável pelo veto ao retorno de Robinho. O atacante, que estava no Atlético-MG, acertou com o Sivasspor, da Turquia. O motivo da decisão do presidente santista foi a condenação em primeira instância por crime de estupro na Itália.

– Robinho fui eu (que vetei). Dei entrevista e disse que ele tinha uma pendência, falo muito com presidente do Atlético-MG, teve problema com mulheres na Itália. Não pode ser massacrado, terá outras oportunidades de se defender, diz que é inocente e acredito nele. Em momento nenhum deixamos de contratar o Robinho por outro motivo. Caso se defendesse, ele estaria disponibilizado para o Santos e discutiríamos. Nunca houve esse veto. Nossa marca é forte, internacional, e queremos a mulher de volta nos estádios.

 

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