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terça-feira, fevereiro 17, 2026

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Lua revela indícios de terremotos recentes 

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Um item publicado no periódico The Planetary Science Journal relata uma pesquisa conduzida por cientistas do Núcleo de Estudos da Terreno e Planetários do Museu Pátrio do Ar e do Espaço dos EUA, que resultou no primeiro planta global das pequenas cristas dos mares lunares (SMRs). Essas estruturas são formações geológicas associadas à atividade tectônica da Lua.

O estudo mostra, pela primeira vez, que essas cristas são geologicamente jovens e estão espalhadas por amplas áreas dos mares lunares – as grandes planícies escuras visíveis a olho nu da Terreno. A invenção amplia o entendimento sobre a dinâmica interna do satélite e pode influenciar a escolha de áreas seguras para futuros pousos.

Em resumo:

  • Estudo cria o primeiro planta global das cristas lunares;
  • Estruturas jovens indicam atividade tectônica recente na Lua;
  • Lua encolhe lentamente, gerando falhas e escarpas;
  • Cristas podem estar ligadas a terremotos lunares;
  • Invenção orienta segurança das futuras missões Artemis.
Uma pequena serrania lunar localizada na bacia medial de Aitken, no Polo Sul, no lado oculto da Lua. Crédito: NASA/LROC/GSFC/Universidade Estadual do Arizona

Atividade tectônica na Lua é dissemelhante

Assim porquê a Terreno, a Lua também apresenta atividade tectônica, mas de forma dissemelhante. No nosso planeta, a crosta é dividida em placas que se movem, colidem e se afastam, formando montanhas, fossas oceânicas e cadeias de vulcões. Já a crosta lunar não possui placas móveis.

Mesmo sem placas tectônicas, a Lua sofre tensões internas. Essas forças provocam deformações na superfície, criando estruturas porquê as escarpas lobadas. Elas surgem quando a crosta se comprime e um conjunto de terreno é empurrado sobre outro, formando uma espécie de degrau ou crista.

As escarpas lobadas são encontradas principalmente nas regiões mais antigas e elevadas da Lua, chamadas terras altas. Estudos anteriores indicam que elas se formaram no último bilhão de anos, o que representa tapume de 20% da história lunar. Isso significa que a Lua ainda passa por mudanças estruturais.

Em 2010, o pesquisador Tom Watters, investigador sênior emérito do Núcleo de Estudos da Terreno e dos Planetas, demonstrou que a Lua está encolhendo lentamente. Esse processo de contração explicaria a formação das escarpas nas terras altas. No entanto, nem todas as feições tectônicas recentes podiam ser justificadas unicamente por esse mecanismo.

Foi nesse contexto que os cientistas voltaram sua atenção para as SMRs. Essas pequenas cristas também resultam de compressão da crosta, mas aparecem exclusivamente nos mares lunares. A equipe decidiu mapear essas estruturas para entender sua distribuição e relação com a atividade tectônica mais recente.

“Desde a era Apollo, sabemos da prevalência de escarpas lobadas nas terras altas lunares, mas esta é a primeira vez que cientistas documentam a ampla ocorrência de características semelhantes nos mares lunares”, afirmou Cole Nypaver, primeiro responsável do estudo, em um expedido. Segundo ele, o trabalho oferece uma visão global mais completa do tectonismo lunar.

Uma pequena crista lunar localizada no Mare Procellarum, no lado visível da Lua. Crédito: NASA/LROC/GSFC/Universidade Estadual do Arizona

Leia mais:

Áreas dos mares lunares podem apresentar risco sísmico

Os pesquisadores catalogaram 1.114 novos segmentos de SMRs na face visível da Lua. Com isso, o totalidade sabido chegou a 2.634 estruturas. A idade média dessas cristas é de tapume de 124 milhões de anos, próxima à idade estimada das escarpas lobadas.

Esses dados indicam que as SMRs estão entre as feições geológicas mais jovens da Lua. A estudo também mostrou que elas se formam por falhas semelhantes às das escarpas das terras altas. Em muitos casos, uma escarpa pode se estender e se transformar em uma SMR ao compreender os mares lunares.

Além de ampliar o conhecimento científico, a invenção tem implicações práticas. Estudos anteriores já associaram escarpas lobadas a registros de sismos lunares. Uma vez que as SMRs têm origem semelhante, elas também podem estar ligadas a tremores.

Isso significa que áreas dos mares lunares podem apresentar risco sísmico. Para futuras missões tripuladas, porquê o programa Artemis, compreender essas regiões é fundamental. Saber melhor a tectônica lunar pode ajudar a prometer mais segurança e sucesso nas próximas etapas da exploração espacial.


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