Radares já haviam detectado plumas estranhas sob quilômetros de gelo, mas só agora a ciência entendeu que a calota polar se move porquê uma “panela de macarrão”
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A Groenlândia é coberta por uma classe de gelo de quase 3 quilômetros de espessura que guarda a história do clima da Terreno há milênios. Mas, escondido sob essa superfície branca e aparentemente estática, um tanto “bizarro” está acontecendo.
Em seguida dez anos de mistério, uma novidade estudo publicada pelo ScienceAlert mostra que pesquisadores da Universidade de Bergen, na Noruega, conseguiram explicar por que o interno dessa calota de gelo apresenta deformações em formato de plumas. A resposta? O gelo está sofrendo um processo de convecção, movendo-se de reles para cima porquê se fosse rocha derretida no interno de um vulcão.
O mistério das camadas retorcidas
Tudo começou com imagens de radares que conseguem galgar o gelo. Normalmente, o gelo da Groenlândia é porquê um bolo de camadas: a neve cai, é compactada e forma uma traço nivelado perfeita. No entanto, o radar mostrou que, em certas áreas, essas linhas estavam todas “empurradas” para cima, formando estruturas que lembram cogumelos gigantes.
Porquê o solo aquém do gelo era projecto, os cientistas não entendiam o que estava causando aquele relevo interno. Agora, modelos de computador revelaram que o culpado é o calor do próprio planeta.
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Porquê o gelo “flui” sem liquidificar?
Pode parecer estranho falar em “convecção” (o movimento de subida do calor) para um tanto gélido, mas a física explica:
- Aquecedor procedente: o calor que vem do meio da Terreno aquece a base da classe de gelo.
- Gelo “viscoso”: embora continue sólido, esse gelo do fundo fica ligeiramente mais quente e menos denso do que o gelo do topo.
- O efeito lâmpada de lava: esse gelo mais ligeiro começa a subir lentamente em direção à superfície, empurrando e dobrando as camadas supra dele.
Normalmente pensamos no gelo porquê um material sólido, portanto a invenção de que partes da classe de gelo da Groenlândia na verdade sofrem convecção térmica, semelhante a uma panela de macarrão fervendo, é tão surpreendente quanto fascinante.
Andreas Born, climatologista da Universidade de Bergen
Por que isso é importante para o clima?
A invenção não é exclusivamente uma curiosidade geológica. Ela tem um impacto direto nas previsões sobre o aquecimento global. Se o gelo nas profundezas da Groenlândia é mais “tenro” e dinâmico do que imaginávamos, ele pode se transladar em direção ao mar com mais facilidade.
Entender esse movimento invisível ajuda os cientistas a recalcular a velocidade com que o nível do mar vai subir. Finalmente, a Groenlândia é um dos maiores reservatórios de chuva gulosice do mundo e qualquer mudança na sua “física interna” afeta o planeta inteiro.
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Layse Ventura é jornalista (Uerj), rabi em Engenharia e Gestão do Conhecimento (Ufsc) e pós-graduada em BI (Conquer). Acumula quase 20 anos de experiência porquê repórter, copywriter e SEO.
Manancial: Olhar Do dedo
