A Prefeitura de Lauro de Freitas voltou a ser alvo de críticas após a publicação de um credenciamento para aquisição de gêneros alimentícios da merenda escolar. O edital, que movimenta mais de R$ 7 milhões, apresenta não apenas valores absurdos, mas também um grave problema de transparência e acesso à informação.
Entre os preços orçados pela gestão, destacam-se:
• Cebolinha a R$ 34,46 o quilo
• Coentro a R$ 35,16 o KG, (2.500)Kg
• Alho a R$ 37,66 o Kg, (4.000) Kg
• Alface a R$ 35,30 o Kg, (5.000)KG
• Tomate 11,33 o KG, (30.000)
Valores que beiram o escárnio quando comparados ao que se encontra em feiras livres e mercados populares da região, onde esses mesmos produtos custam até 5 vezes menos.
Mas o problema não para nos preços. O edital foi assinado em 25 de agosto de 2025 e exigia a entrega dos envelopes já no dia seguinte (26/08), uma verdadeira corrida contra o tempo que inviabilizou a participação da maioria dos agricultores familiares. Pior ainda:
• No Diário Oficial da União, a publicação saiu em tempo hábil (mas de difícil acesso para pequenos produtores).
• Já no Diário Oficial do Município, meio oficial mais próximo da população, a publicação só foi feita após o prazo de entrega dos envelopes, esvaziando totalmente a concorrência.
Na prática, a prefeitura lançou um certame para inglês ver, fechado e inacessível aos que realmente deveriam ser beneficiados: os agricultores familiares locais. Tudo isso abre espaço para suspeitas de direcionamento, manipulação do processo e favorecimento de empresas previamente escolhidas.
Mais uma vez, Lauro de Freitas vê sua gestão se afastar do discurso de apoio ao trabalhador e ao pequeno produtor rural. Enquanto a população sofre com escolas sem climatização e até sem merenda em alguns casos, a prefeitura corre para garantir contratos milionários em editais feitos às pressas e às escondidas.






