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sábado, agosto 30, 2025

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Pesquisa revela proteína que recupera nervos periféricos

Milhões de pessoas no mundo sofrem com doenças que afetam os nervos, causando dores, formigamento ou até incapacidades graves. Tudo isso acontece por problemas no sistema nervoso periférico, a rede de nervos que conecta nosso corpo inteiro.

Segundo Débora Foguel, professora Titular do Instituto de Bioquímica Médica Leopoldo de Meis, da UFRJ, “essas condições podem surgir depois traumas e compressões nervosas, em doenças porquê diabetes e hanseníase, ou em síndromes porquê Túnel do Munheca e Guillain-Barré”. Isso leva muitos pacientes a limitações permanentes, exatamente por ser muito difícil reparar nervos danificados.

Proteína CDNF contribui para a sobrevivência, desenvolvimento e funcionamento dos neurônioos. Crédito: Life Science/Shutterstock

Estudo de proteína pode transformar tratamentos de doenças degenerativas

Para ajudar essas pessoas, pesquisadores da USP e da UFRJ começaram a estudar uma proteína encontrada no cérebro, mas pouco conhecida: a CDNF, ou Fator Neurotrófico Dopamina Cerebral.

Invenção em 2007 por cientistas finlandeses, essa proteína pertence a uma novidade família de fatores neurotróficos, e vem sendo estudada por seu papel na sobrevivência, desenvolvimento e funcionamento dos neurônios, mormente em doenças porquê o Parkinson.

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CDNF atua sobre os neurônios produtores de dopamina, que impactam no controle dos movimentos, mormente em doentes com Parkinson. Crédito: R Photography Background/Shutterstock

Essa proteína pode ser secretada em situações de estresse pelos neurônios atuando efetivamente sobre a sobrevivência de neurônios da circunvizinhança de forma universal, mas, em peculiar, sobre os neurônios produtores de dopamina.

Débora Foguel, professora Titular do Instituto de Bioquímica Médica Leopoldo de Meis, da UFRJ, em cláusula no site The Conversation.

Ela explica que a dopamina é um “neurotransmissor espargido por sua função no prazer, motivação e no controle dos movimentos”, sendo muito afetados na doença de Parkinson e outras doenças degenerativas. Por isso, os pesquisadores pensaram no uso do CDNF para proteger esses neurônios.

CDNF também é produzido e protege outros órgãos

Embora seja espargido por seu papel no cérebro, o CDNF também é produzido por outras células, porquê as do coração. No estudo da professora Débora Foguel, a equipe mostrou que a proteína ajuda o coração a se proteger contra infartos. Mas uma incerteza surgiu: será que o CDNF também poderia proteger e regenerar os nervos que ficam fora do cérebro, no sistema nervoso periférico?

Proteína também é produzida por outros órgãos, porquê o coração, ajudando na proteção contra infartos. Crédito: Emily frost/Shutterstock

Em nossos experimentos demonstramos, pela primeira vez, que o CDNF ajuda tanto a proteger quanto a regenerar células dos nervos periféricos, utilizando porquê protótipo gânglios da raiz dorsal.

Débora Foguel, professora Titular do Instituto de Bioquímica Médica Leopoldo de Meis, da UFRJ, em cláusula no site The Conversation.

Até portanto, conta Foguel, “o papel mais espargido nesse tipo de regeneração de nervos era desempenhado por outra proteína, chamada de Fator de Desenvolvimento Nervoso (NGF). No entanto, vimos que a proteína CDNF exerce efeitos benéficos para esses neurônios ativando um receptor dissemelhante”.

A pesquisadora afirma que isso abre novas frentes para pesquisas sobre regeneração dos neurônios. “Outrossim, quando combinamos as duas proteínas, observamos um efeito ainda mais potente”.

Por isso, ela acredita que o CDNF tem grande potencial para proteger e regenerar células nervosas, podendo ser usado no porvir para desenvolver novos tratamentos.

Manancial: Olhar Do dedo

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