O vice-prefeito de Lauro de Freitas, Mateus Reis (UNIÃO), que também ocupa a Secretaria de Cultura, Esporte, Juventude e Lazer, enfrenta um momento delicado em sua trajetória política. Apesar de carregar no discurso a imagem de homem da Igreja Católica, onde aprendeu a doutrina do “dividir o pão”, na prática sua gestão tem sido marcada por críticas de concentração de poder e falta de diálogo.
Segundo pesquisa realizada pelo O Bahia Post, após 200 dias de gestão, 41,58% dos moradores classificam sua atuação como “Ruim”, enquanto apenas 32,26% consideram positiva (22,58% “Muito bom” e 9,68% “Bom”). Outros 16,49% apontaram como “Regular” e 9,68% disseram “Não sei/Não acompanhei”.
A rejeição é significativa em bairros populosos, como Itinga, onde se concentram 32,62% das respostas negativas. Isso evidencia um distanciamento entre as promessas de inclusão cultural, esportiva e de lazer e a realidade enfrentada pela população.
Comparações políticas também surgem. Há quem diga que Mateus já acumula uma rejeição maior até mesmo que a de Bebel Carvalho, vice do ex-prefeito Márcio Paiva (PP), lembrado negativamente pela falta de protagonismo e de resultados.
A contradição: enquanto a Igreja ensina a partilha, Mateus parece ter feito o caminho inverso aprendeu a dividir o pão, mas passou a comer sozinho. Na política, essa imagem se traduz em isolamento, personalismo e distanciamento das bases populares que deveriam ser beneficiadas.
A pesquisa contou com 279 respostas válidas, coletadas entre 16 e 22 de julho de 2025, com margem de erro de 5,85 pontos percentuais e intervalo de confiança de 95%.
No fim, o que fica é o alerta: se Mateus Reis não mudar sua postura, pode se consolidar não como líder político, mas como símbolo daquilo que prometeu combater a distância entre o discurso e a prática.