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sábado, fevereiro 7, 2026

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Anvisa: não há registros que relacionem paracetamol a autismo

O Brasil não tem registros que relacionem o uso de paracetamol durante a gravidez com casos de autismo. É o que afirmou a Dependência Pátrio de Vigilância Sanitária (Anvisa), nesta quarta-feira (24), depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, citou a existência de relação entre o uso de analgésico na gravidez e o Transtorno do Espectro Autista (TEA).

O caso ganhou repercussão no Brasil, sobretudo entre as mães de crianças com o diagnóstico de autismo. Pelas redes sociais ou em grupos de maternidade, relatos de preocupação e sentimento de culpa.

Para Rayanne Rodrigues, a preocupação maior foi com a “desinformação”. Estudante de Farmácia e mãe de uma moço com autismo nível dois de suporte, ela relata a empatia pelas mulheres que carregam o sentimento de culpa.

“Nós, porquê mães atípicas, ficamos preocupadas com o tamanho da desinformação que é repassada para frente. Uma mulher prenhe já não tem um leque assim muito grande de medicamentos que pode ser tomado durante a gravidez”, afirmou

“Não é o meu caso, mas tem muitas mães que se culpam pelo fruto ter o transtorno, ficam se perguntando o que elas fizeram de inverídico na gravidez. E aí vem uma situação dessa e acaba culpabilizando mais ainda a mãe, sendo que nós não temos culpa. Vários fatores podem ocasionar o autismo”, completou Rayanne.

Para tranquilizar a população, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, publicou nas redes sociais um recado sobre a falta de comprovação científica.
 

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, desmentiu, em suas redes sociais, a certeza de que o uso de paracetamol durante a gravidez cause autismo nas crianças. Foto: Marcelo Camargo/Dependência Brasil

“O Tylenol é motivo do autismo? Pataratice! Não existe nenhum estudo que comprove uma relação entre o paracetamol e o Tylenol com o autismo. Esse tipo de peta coloca a sua vida e a vida do seu bebê em risco. A Organização Mundial de Saúde, a Anvisa, as principais agências internacionais de proteção à saúde, já deixaram evidente: o paracetamol é medicação segura. Aliás, o autismo foi diagnosticado e identificado muito antes de viver paracetamol.” 

Repercussão mundial

Em seguida a enunciação de Trump, a Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu uma nota relatando que “atualmente não há evidências científicas conclusivas que confirmem” a relação do autismo e o paracetamol na gravidez. Na nota, a OMS também citou que nenhuma das muitas pesquisas sobre o matéria encontrou associação consistente.

A Dependência de Medicamentos da União Europeia também disse que “atualmente não há novas evidências que exijam alterações nas recomendações atuais de uso” do medicamento pela instituição. 

Apesar disso, a FDA dos Estados Unidos, sucursal reguladora equivalente à Anvisa no Brasil, anunciou ter começado o processo para modificar a bula do paracetamol no país, para refletir as supostas evidências, e informou que emitiu alerta para médicos dos Estados Unidos sobre o medicamento. 
 
No Brasil, a Anvisa informa que o paracetamol é classificado em norma porquê medicamento de grave risco e, por isso, faz segmento da lista de produtos que não exigem receita médica. De consonância com a sucursal, a liberação de medicamentos no país segue “critérios técnicos e científicos rigorosos” para prometer qualidade, segurança e eficiência. Mesmo assim, esse tipo de remédio passa por monitoramento.

Nascente: Dependência Brasil

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