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sábado, fevereiro 7, 2026

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Brasileiro está falando menos de política no WhatsApp, mostra estudo

O compartilhamento de notícias de política está menos frequente em grupos de família, de amigos e de trabalho no WhatsApp. Aliás, mais da metade das pessoas que participam desses ambientes dizem ter temor de omitir opinião.

A constatação faz secção do estudo Os Vetores da Notícia Política em Aplicativos de Mensagens, divulgado nesta segunda-feira (15).

O levantamento foi feito pelo meio independente de pesquisa InternetLab e pela Rede Conhecimento Social, instituições sem fins lucrativos.

A pesquisa identificou que mais da metade das pessoas que usam WhatsApp estão em grupos de família (54%) e de amigos (53%). Mais de um terço (38%) participam de grupos de trabalho.

Unicamente 6% estão em grupos de debates de política. Em pesquisa realizada em 2020, eram 10%.

Ao se debruçar sobre o teor dos grupos de família, de amigos e de trabalho, os pesquisadores verificaram que, de 2021 a 2024, caiu a frequência dos que aparecem mensagens sobre política, políticos e governo.

Em 2021, 34% das pessoas diziam que o grupo de família era no qual mais apareciam esse tipo de notícias. Em 2024, eram 27%.

Em relação aos grupos de amigos, a proporção caiu de 38% para 24%. Nos de trabalho, de 16% para 11%.

O estudo apresenta depoimentos de alguns dos entrevistados, sem identificá-los.

“Evitamos falar sobre política. Acho que todos têm um siso autorregulador ali, e cada um tenta ter bom siso para não misturar as coisas”, relata sobre o grupo de família uma mulher de 50 anos, de São Paulo.

As informações foram coletadas de forma online com 3.113 pessoas com 16 anos ou mais, de 20 de novembro a 10 de dezembro de 2024. Foram ouvidas pessoas de todas as regiões do país.

Receio de se posicionar

A pesquisa identificou que há receio em compartilhar opiniões políticas. Pouco mais da metade (56%) dos entrevistados disseram sentir temor de exprimir opinião sobre política “porque o envolvente está muito invasivo”.

Foi verosímil mapear que essa percepção foi sentida por 63% das pessoas que se consideravam de esquerda, 66% das de meio e 61% das de direita.

“Acho que os ataques hoje estão mais acalorados. Portanto, às vezes você fala alguma coisa e é mais complicado, o pessoal não quer debater, na verdade, já quer ir para a luta mesmo”, conta uma mulher de 36 anos, de Pernambuco.

Os autores do estudo afirmam que se consolidaram os comportamentos para evitar conflitos nos grupos. Os dados mostram que 52% dos entrevistados se policiam cada dia mais sobre o que falam nos grupos, enquanto 50% evitam falar de política no grupo da família para fugir de brigas.

“As pessoas foram se autorregulando, e nos grupos onde sempre se discutia alguma coisa, hoje é praticamente zero. As pessoas tentam, alguém publica alguma coisa, mas é ignorado”, descreve uma entrevistada.

Tapume de dois terços (65%) dizem evitar compartilhar mensagens que possam testilhar os valores de outras pessoas, segundo o levantamento.

Dos respondentes, 29% já saíram de grupos onde não se sentiam à vontade para expressar opinião política.

“Tive que trespassar, era demais, muita luta, muita discussão, propaganda política, bateção de boca”, conta uma entrevistada.

Certeza

Mas o levantamento identifica também que 12% das pessoas compartilham um pouco considerado importante mesmo que possa ocasionar desconforto em qualquer grupo.

Dezoito por cento afirmam que, quando acreditam em uma teoria, compartilham mesmo que isso possa parecer ofensivo.

“Eu taco queimada no grupo. Sabor de matéria polêmico, sabor de falar, sabor de tacar lenha na fogueira e muitas vezes sou removida”, diz uma mulher de 26 anos de Minas Gerais.

Entre os 44% que se consideram seguros para falar sobre política no WhatsApp, são adotadas as seguintes estratégias:

  • 30% acham que mandar mensagens de humor é um bom jeito de falar sobre política sem provocar brigas;
  • 34% acham que é melhor falar sobre política no privado do que em grupos;
  • 29% falam sobre política exclusivamente em grupos com pessoas que pensam também.

“Eu sabor de discutir, mas é individualmente. Eu não sabor de expor isso para todo mundo”, revela um entrevistado de 32 anos, do Espírito Santo.

“É uma vez que se as pessoas já tivessem aceitado que aquele grupo é mais desempenado com uma visão política específica. Entra quem quer”, define uma mulher, de 47 anos, do Rio Grande do Setentrião.

O estudo foi bravo financeiramente pelo WhatsApp. De tratado com o InternetLab, a empresa não teve nenhuma ingerência sobre a pesquisa.

Sazão

Uma das autoras do estudo, a diretora do InternetLab, Heloisa Massaro, constata que o WhatsApp é uma utensílio “arraigada” no cotidiano das pessoas. Dessa forma, assim uma vez que no mundo “offline“, ou seja, presencial, o matéria política faz secção das interações.

O estudo é realizado anualmente, desde o término de 2020. De tratado com Heloisa, ao longo dos anos, as pessoas “foram desenvolvendo normas éticas próprias para mourejar com essa informação política no aplicativo”, principalmente nos grupos.

“Elas se policiam mais, relatam um maduração no uso”, diz a autora. “Ao longo do tempo, a gente vai observando essa moral de grupos nas relações dos aplicativos de mensagem para falar sobre política se desenvolvendo”, completa.

Nascente: Dependência Brasil

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