Um estudo inédito da University College Cork (UCC) revela que, mesmo tentando imitar humanos, a escrita gerada por IA mantém padrões próprios e previsíveis. Pesquisadores compararam textos de sistemas uma vez que ChatGPT com contos de autores humanos para identificar diferenças estilísticas.
Segundo o TechXplore, embora a IA produza textos fluentes e coerentes, ainda não consegue reproduzir a variedade, a voz pessoal e a intenção criativa presentes na prosa humana.
Diferenças entre IA e escrita humana
Liderado pelo Dr. James O’Sullivan, o estudo usou estilometria literária — métodos computacionais que identificam autoria — para investigar centenas de textos. A pesquisa apontou padrões consistentes em IAs, enquanto os humanos exibem grande flutuação.
“Mesmo quando o ChatGPT tenta tanger humano, sua escrita ainda carrega uma sensação do dedo detectável”, explica o Dr. O’Sullivan.
Principais diferenças destacadas pelos pesquisadores:
- Humanos apresentam variedade estilística; a IA segue padrões previsíveis.
- A escrita humana reflete voz pessoal, hábitos e intenção criativa; a IA tende à uniformidade.
- Escolha de palavras e ritmo variam mais em textos humanos.
- Textos de IA uma vez que GPT-3.5 e GPT-4 produzem agrupamentos consistentes.
O GPT-4 gera textos ainda mais consistentes que o GPT-3.5, mas ambos permanecem distintos da escrita humana, principalmente na escolha de palavras, ritmo e estilo.
Limites da estilometria
A pesquisa alerta que a estilometria não deve ser usada para detectar IA na instrução, mas é útil para entender diferenças entre escrita humana e algorítmica.
A escrita dos alunos varia de tarefa para tarefa e é moldada pelo contexto, suporte e experiência de vida, tornando a detecção estilométrica pouco confiável e eticamente questionável.
Dr. James O’Sullivan, da Escola de Inglês e Humanidades Digitais da UCC e líder do estudo, em nota.
O estudo também mostra que modelos avançados de IA ainda não conseguem produzir literatura criativa comparável à humana, reforçando a premência de novos dados, estímulos variados e atenção a questões éticas de originalidade e autoria.
IA e originalidade no porvir
Segundo os pesquisadores, a IA pode automatizar e-mails e relatórios, mas produzir literatura com voz própria ainda é um duelo. O estudo destaca a singularidade da frase humana e levanta debates sobre autenticidade e moral na produção literária.
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O Professor John F. Cryan, Vice-Presidente de Pesquisa e Inovação da UCC, elogiou o estudo por “confrontar os estilos de escrita” e provar “a expansão e a influência impressionantes da IA” no dia a dia das pessoas.
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