Pesquisadores de Brasil e Portugal desenvolveram nanocompósitos magnéticos capazes de destruir tumores ósseos, responsáveis pelo cancro ósseo, por hipertermia e, ao mesmo tempo, propiciar a formação de novo tecido ósseo.
A abordagem, descrita em cláusula na revista Magnetic Medicine, aponta para materiais multifuncionais que unem tratamento e regeneração em um único procedimento potencialmente minimamente invasivo.
Porquê funciona a técnica
- A equipe sintetizou nanopartículas magnéticas de óxido de ferro e as revestiram com vidro bioativo;
- Em contato com fluidos corporais simulados, esses nanocompósitos formam rapidamente apatitas — minerais semelhantes à temporada inorgânica do osso —, o que favorece sua integração ao tecido ósseo;
- Por serem magnéticos, os materiais permitem a emprego de hipertermia magnética: um campo magnético revezado aquece as partículas internalizadas pelas células tumorais, levando à morte do tumor;
- Graças ao revestimento bioativo, os mesmos nanocompósitos também estimulam a regeneração do osso depois a terapia;
- Segundo os autores, o objetivo é combinar subida magnetização e possante bioatividade no mesmo material — um repto de longa data nessa dimensão.
Resultados do estudo
Ângela Andrade, autora correspondente do trabalho e pesquisadora do Departamento de Química da Universidade Federalista de Ouro Preto (UFOP), explica que diferentes formulações foram testadas.
“Entre as formulações avaliadas, a que possui maior texto de cálcio apresentou a mineralização mais rápida e a resposta magnética mais intensa, tornando-se uma candidata ideal para aplicações biomédicas”, afirma.
A combinação de núcleo magnético e revestimento de vidro bioativo favoreceu tanto o aquecimento eficiente para a amputação tumoral quanto a formação acelerada de apatita, abrindo caminho para integrar tratamento e reparo do tecido em um mesmo material.
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Impacto e próximos passos no combate ao cancro
Embora o cancro ósseo seja relativamente vasqueiro — estimando-se que responda por tapume de 0,4% das mortes por cancro e 0,2% dos novos casos nos EUA em 2025 — ele é altamente debilitante, podendo provocar fraturas, perda de mobilidade e levar ao óbito em cinco anos em 31,5% dos casos.
Pesquisas com magnetismo aplicadas ao cancro vêm avançando, desde nanossensores para detecção precoce até nanopartículas e “sementes” magnéticas guiadas por imagem para aquecer e destruir tumores. A novidade desta abordagem está em associar, no mesmo material, a amputação do tumor e a promoção da cicatrização óssea, potencialmente reduzindo etapas e invasividade do tratamento.
“Oriente estudo oferece novos insights sobre porquê a química e a estrutura de superfície influenciam o desempenho de biomateriais magnéticos”, diz Andrade. “Os resultados abrem perspectivas para o desenvolvimento de materiais multifuncionais cada vez mais avançados, seguros e eficazes para uso galeno.”
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