Progresso abissal em processamento permite reproduzir bilhões de neurônios e observar, em tempo real, uma vez que a informação flui no cérebro humano
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Cientistas estão prestes a fazer um pouco que parece saído de uma história de ficção científica: a simulação de um cérebro humano num supercomputador. Com o baita progresso no poder de processamento mundo afora, pesquisadores agora possuem as ferramentas necessárias para rodar modelos que reproduzem a complicação biológica da nossa mente.
O projeto é um salto monumental posteriormente o sucesso do mapeamento do cérebro de uma mosca-das-frutas em 2024. Enquanto o inseto exigiu o rastreio de 54,5 milhões de sinapses, recriar a arquitetura humana envolve mourejar com bilhões de neurônios, o que promete revelações sobre o funcionamento do nosso pensamento.
Poder de processamento alcança o nível necessário para simular cérebro humano
Para recriar o funcionamento de uma mente humana, os pesquisadores utilizam as máquinas mais potentes do mundo, capazes de realizar cálculos que até pouco tempo detrás eram impossíveis. Esse novo patamar de hardware permite que modelos digitais suportem a fiação biológica de graduação humana, funcionando uma vez que um espelho de células reais num envolvente virtual.
O duelo técnico não reside somente na quantidade bruta de dados, mas na velocidade com que eles interagem entre si. A meta agora é simular o disparo sincronizado de bilhões de células nervosas, o que deve permitir observar em tempo real uma vez que a informação flui através da rede. Pela primeira vez, a tecnologia consegue seguir o ritmo biológico de processamento.
Essa simulação se apoia no crescente entendimento sobre o conectoma, o “planta de fiação” do cérebro no qual cada conexão é detalhada. Sabemos cada vez melhor uma vez que os neurônios se agrupam e se comunicam, o que torna o protótipo computacional uma utensílio de subida fidelidade. Por isso, não se trata de uma estimativa genérica, mas de uma reconstrução baseada em dados biológicos precisos.
As implicações práticas são vastas e podem revolucionar o tratamento de distúrbios neurológicos num horizonte próximo. Ao testar reações num cérebro virtual, cientistas podem prever efeitos de novos medicamentos e entender falhas de conexão sem oferecer riscos a pacientes. Assim, o supercomputador torna-se a peça médio para interpretar mistérios da consciência humana.
(Essa material usou informações de New Scientist.)
Pedro Spadoni é jornalista formado pela Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep). Já escreveu para sites, revistas e até um jornal. No Olhar Do dedo, escreve sobre (quase) tudo.
Manadeira: Olhar Do dedo
