Siga o Olhar Do dedo no Google Discover
A queda descontrolada de um grande módulo espacial sobre o sul da Califórnia em abril de 2024, que iluminou o firmamento noturno com rastros incandescentes, poderia ter terminado em tragédia. A sorte foi o único fator que impediu que os destroços da espaçonave Shenzhou-15 atingissem uma superfície populada ou um avião em pleno voo. Esse evento, porém, deu origem a uma invenção científica que pode mudar a forma uma vez que rastreamos os perigos que caem do espaço: usar a rede de terremotos para escutar o firmamento.
Um estudo publicado na revista Science e liderado pelo sismólogo planetário Dr. Benjamin Fernando, da Universidade Johns Hopkins, revelou uma vez que os estrondos sônicos gerados por objetos em reentrada hipersônica – viajando até 30 vezes a velocidade do som – são captados por sismógrafos. Esses instrumentos, projetados para monitorar falhas geológicas, registraram a assinatura acústica da desintegração do módulo orbital de 1.5 tonelada em 124 sensores espalhados pela Califórnia e Nevada.
“A reentrada atmosférica descontrolada do módulo teria causado fatalidades se tivesse atingido um avião no ar ou pessoas em terreno”, afirmou o Dr. Fernando, em entrevista ao The New York Times, destacando o risco latente. A novidade metodologia, no entanto, oferece uma solução judiciario poderosa. Ao estudar o tempo e a intensidade dos “tremores” sonoros captados por cada estação, a equipe conseguiu reconstruir minuciosamente a trajetória, a velocidade e o momento exato da fragmentação do objeto.
Terremotos encontrando lixo espacial?
Os dados sísmicos pintaram um quadro preocupante. Um estrondo inicial poderoso indicou que o módulo entrou na atmosfera ainda inteiro. Imediatamente posteriormente, uma série de estrondos secundários revelou uma “falta em cascata” – uma fragmentação escalonada. “Esse tipo de falta é, de certa forma, o pior cenário provável”, explicou Fernando. Esse padrão aumenta a chance de componentes densos, uma vez que tanques de propulsão, sobreviverem à queima atmosférica e atingirem o solo com vigor cinética perigosa.
Com base nesse rastro sísmico, os pesquisadores traçaram a provável zona de impacto dos destroços mais resistentes em uma superfície remota na fronteira entre a Califórnia e Nevada, nas proximidades de Las Vegas. A técnica se mostrou muito mais precisa do que os modelos de previsão de reentrada usados atualmente, que lutam para calcular os efeitos da turbulência atmosférica extrema.
perceptibilidade artificial-GPT/Olhar Do dedo)
A emprego deste método é urgente. “Nos primeiros meses do ano pretérito, chegamos a ter quatro ou cinco espaçonaves reentrando na atmosfera todos os dias”, alertou Fernando, citando a constelação Starlink uma vez que grande contribuidora. Eventos uma vez que um migalha de um foguete da SpaceX atingindo uma herdade no Canadá em 2024 ilustram o risco material.
Especialistas independentes veem grande valor na inovação. “Levante estudo é incrivelmente útil”, avaliou Samantha Lawler, astrônoma da Universidade de Regina. “Se alguém puder transpor e encontrar fragmentos… esse seria o verdadeiro teste.”
Leia mais
Apesar do progressão, a técnica atua uma vez que uma instrumento de estudo post-impacto, não de alerta prévio. Localizar destroços tóxicos, inflamáveis ou radioativos rapidamente é vital, mas evitar o impacto ainda é um repto intratável. O Dr. Fernando conclui com um aviso sombrio que ecoa a crescente congestão orbital: “Felizmente, ninguém morreu ainda. Mas é só uma questão de tempo”. Transformar redes sísmicas em sentinelas contra detritos espaciais pode ser, em breve, uma urgência de resguardo social global.
Nascente: Olhar Do dedo
