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sexta-feira, fevereiro 6, 2026

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Principal desafio da Venezuela é fortalecer democracia, diz Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, nesta quinta-feira (5), que o principal problema da Venezuela é fortalecer a democracia e oferecer melhores condições de vida para sua população. Para Lula, a carência do presidente Nicolás Maduro, sequestrado e recluso pelo governo dos Estados Unidos, não deve ser principal preocupação no momento.

“Essa [volta de Maduro ao país] não é a preocupação principal. A preocupação principal é a seguinte: há possibilidade de a gente fortalecer a democracia na Venezuela e as 8 milhões de pessoas que estão fora de lá, voltarem à Venezuela? Há condições de a democracia ser efetivamente respeitada na Venezuela e a população possa participar ativamente?”, afirmou o presidente em entrevista ao Portal UOL.

O presidente brasílico reforçou que a América do Sul não pode ser palco de um conflito armado, uma vez que é visto em outras regiões do planeta. “O que estamos dizendo ao [presidente dos Estados Unidos, Donald] Trump é que a América do Sul é uma zona de sossego. A gente não tem petardo atômica, a gente não tem armas nucleares. O que a gente quer é crescer economicamente, fortalecer o processo democrático e melhorar a vida de milhões de latino-americanos. Porque a América Latina não pode continuar a ser uma secção do mundo pobre.”

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Lula comentou sobre uma conversa que teve com Donald Trump, em janeiro, quando a Venezuela também foi abordada. O brasílico defendeu junto ao seu homólogo estadunidense que cabe aos venezuelanos determinarem os rumos de seu país. “Eu disse ao presidente Trump: quem vai resolver os problemas da Venezuela são os venezuelanos. Eles têm que assumir a responsabilidade.”

Confira as informações do Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil

Juízo da Sossego

Lula ainda comentou sobre o invitação que recebeu de Trump para participar do parecer criado por ele, denominado “Juízo da Sossego”, e que teria a tarefa de reconstruir Gaza. O presidente questiona a constituição do parecer, formado sem a participação de um representante da Palestina, e com um projeto de tornar a região parecida com um “resort”.

“Eu disse ao Trump que se o parecer for para cuidar de Gaza, o Brasil tem todo interesse em participar. Agora, é muito estranho que não tenha um palestino na direção desse parecer. É muito estranho que a proposta apresentada de reconstrução de Gaza seja mais de um resort do que de reconstrução de Gaza. Eu quero saber quem é que vai reconstruir as casas, os hospitais, as padarias que foram detonados”, questionou.

“Falei com o director da Poder Palestina, Mahmoud Abbas, que o Brasil tem todo interesse em participar, mas é preciso que os palestinos estejam na mesa. Senão, não é uma percentagem de sossego”, completou.

Nascente: Filial Brasil

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