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segunda-feira, fevereiro 23, 2026

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Acabar com a escala 6×1 é prioridade do governo, afirma Boulos

O ministro da Secretaria-Universal da Presidência da República, Guilherme Boulos, voltou a declarar nesta segunda-feira (23) que concluir com a graduação 6×1 é uma das principais prioridades do governo federalista nascente ano.

“A proposta que nós estamos defendendo, junto com o [presidente Luiz Inácio] Lula  é o termo da graduação 6×1, ou seja, no sumo 5×2. No mínimo, o trabalhador ter dois dias de folga por semana livres e reduzir a jornada máxima para 40 horas semanais sem redução de salário”, explicou.

Durante a participação na estreia do programa Alô Alô Brasil, da Rádio Vernáculo, veículo da Empresa Brasil de Informação (EBC), Boulos disse que há muita resistência de empresários contra a medida, mas que já era esperado, à exemplo de outros avanços históricos uma vez que a implantação do salário mínimo, do 13º salário ou férias remuneradas.

 

“Eu nunca vi patrão tutorar aumento de recta do trabalhador. Ele sempre vai ser contra, sempre vai descrever um monte de lorota dizendo que vai concluir [com a economia]. O veste é que tudo isso foi sancionado historicamente no Brasil e a economia não ruiu”, afirmou.

Boulos disse ainda que subscrever a PEC da Segurança Pública também é prioridade para que um Ministério da Segurança Pública possa ser criado com atribuições estabelecidas por lei.

A garantia de direitos do trabalhador de aplicativos de transporte também está entre um dos esforços do governo federalista para nascente ano, destacou o ministro. 

Para ele é necessário estabelecer taxas de percentual fixas a serem repassadas às empresas que operam os aplicativos, para que o trabalhador não seja lesado.  

“A empresa só faz a intermediação tecnológica. Liga o passageiro ao motorista, faz a gestão de um aplicativo, ela não troca um pneu, não tem um coche, não dirige, e de cada viagem ela fica com 50% do lucro do trabalhador. Isso é intolerável”, disse.

De contrato com o ministro, o debate se estende aos entregadores por aplicativo. No final do ano pretérito, a pasta liderada por Boulos anunciou a geração de um grupo de trabalho para formular propostas de regulação trabalhista para a categoria.

A participação do ministro Guilherme Boulos no programa de estreia comandado pelo jornalista José Luiz Datena foi transmitida ao vivo dos estúdios da Rádio Vernáculo, em São Paulo. 

Hidrovias

O ministro informou que retorna ainda nesta segunda-feira a Brasília para uma reunião com lideranças indígenas do estado do Pará que protestam contra o Decreto nº 12.600, de agosto de 2025, que inclui as hidrovias dos rios Madeira, Tocantins e Tapajós no Programa Vernáculo de Desestatização (PND).

No final de semana, representantes do Parecer Indígena Tapajós e Arapiuns (Cita) ocuparam o escritório da multinacional Cargill, que opera no Porto de Santarém, no Pará, exigindo a revogação do decreto, por considerarem que os efeitos de medida ameaçam o meio envolvente e a soberania nutrir dos povos.

“Eu tenho defendido que o governo atenda a tarifa indígena e eu acho que tem possibilidade real disso intercorrer. Eu acredito que hoje vamos ter notícias boas sobre isso”, adiantou Boulos.

Ao ser questionado sobre uma medida mais efetiva, uma vez que a revogação do decreto, o ministro disse que a decisão ainda passará pelo debate com outros ministérios que participaram da construção do decreto. 

“Esse decreto foi publicado antes de eu entrar no governo, mas te adianto que a minha resguardo é que a gente consiga atender à reivindicação deles que é justa e necessária”, afirmou.

Natividade: Filial Brasil

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