O programa Caminhos da Reportagem desta segunda-feira (23) “Quando o esquecimento chega: Alzheimer e outras demências” analisa o progresso dos diagnósticos no país, as causas, estágios atuais dos tratamentos e a preço do desvelo. A atração jornalística vai ao ar às 23h, na TV Brasil, emissora pública da Empresa Brasil de Notícia (EBC).
De consonância com dados do Ministério da Saúde, muro de 2 milhões de brasileiros têm Alzheimer. A previsão é que essa população chegue a triplicar até o ano de 2050. Embora o Alzheimer seja a demência mais conhecida, existem mais de 100 tipos da doença.
“A demência não está contaminando ou sendo transmitida entre as pessoas. A demência aumenta porque a população envelhece”, explica o director da Geriatria do Hospital Universitário de Brasília, Marco Polo.
A produção também entrevistou o geriatra Otávio Castello. Ele destaca a preço de um diagnóstico precoce para que as pessoas possam se programar com antecedência.
“É simples que isso tem que ser feito de forma jeitosa, amorosa e acolhedora. Mas precisa ser feito”, orienta.
Esse é o caso de Jorge Noronha, que soube que tinha Alzheimer aos 55 anos. O diagnóstico foi feito pelo seu próprio irmão, o geriatra Flávio Noronha.
“Meu irmão e eu estávamos conversando sobre o carruagem dele. A conversa estava tendo congruência, mas num manifesto momento começou a permanecer infantilizada. Ele parecia um menino de 11 ou 12 anos. Aquilo me chamou atenção e eu falei: tem alguma coisa errada. Fizemos revista de sangue, tomografia, sonância e chegamos ao quadro de Alzheimer”, lembra o médico.
Atualmente, Jorge recebe cuidados que vão de fonoaudióloga a higiene.
“Nós sempre vamos saber quem é o Jorge, mas vai chegar um momento em que ele não vai saber quem é a gente. E temos que estar preparados emocionalmente para isso”, desabafa a pedagoga Karla Viana, cunhada de Jorge.
Os médicos já descobriram que atividades intelectuais, sociais e, principalmente, físicas são aliadas nessa guerra.
“Às vezes as pessoas me perguntam e isso virou até anedótico: ‘Qual manobra eu faço: termo cruzada ou caça-palavra?’ Faça manobra físico”, aconselha Marco Polo. “Se uma pessoa quer ter uma vetustez saudável, ela precisa se sentir útil”, complementa Otávio Castello.
Outras características da doença ainda estão sendo estudadas.
“Perda de força, perda de gosto, lentificação da marcha. Esse tipo de sintoma também tem sido associado ao início precoce de demência”, diz a presidente da Associação Brasileira de Alzheimer no Província Federalista (ABRAz-DF), Juliana Martins Pinto.
O secretário pátrio dos Direitos da Pessoa Idosa, Alexandre da Silva, também participa do programa. Ele reforça ser precípuo que as políticas públicas de saúde cheguem a todos.
“Os cuidados precisam ser adequados para os mais diversos territórios. Porquê é tratar pessoas com demência que moram na região rústico, em favelas, em cortiços? Tudo isso demanda da sociedade várias formas de desvelo”, lembra.
Sobre o programa
No ar desde 2008, o Caminhos da Reportagem é uma das produções jornalísticas brasileira mais prestigiadas pelo público e a sátira. No final de 2025, o programa da TV Brasil ultrapassou a marca de 100 prêmios recebidos.
Desde 2010, quando foi iniciada a resenha, já foram 101 honrarias. Os reconhecimentos atestam a relevância editorial, a qualidade jornalística e o compromisso da equipe com reportagens aprofundadas sobre os mais variados temas de interesse público.
Exibido às segundas, às 23h, o Caminhos da Reportagem tem horário recíproco na madrugada de terça, às 2h30. A produção disponibiliza as edições especiais no site do programa e no YouTube da emissora. As matérias anteriores também estão no aplicativo TV Brasil Play, disponível nas versões Android e iOS, e no site http://tvbrasilplay.com.br.
Manancial: Sucursal Brasil
