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A Apple anunciou nesta segunda-feira (16) uma novidade experiência integrada de vídeo para o Apple Podcasts, recurso que será lançado entre março e junho. A mudança procura seguir o progressão do consumo de podcasts em formato audiovisual e aproximar o serviço da concorrência, que vem investindo fortemente nesse tipo de teor.
Segundo a empresa, a atualização permitirá que usuários alternem com facilidade entre observar e ouvir episódios dentro do mesmo feed, além de oferecer recursos porquê picture-in-picture e download de vídeos para reprodução offline. O movimento ocorre em um cenário em que o consumo de podcasts em vídeo vem ganhando espaço, com tapume de 37% das pessoas supra de 12 anos assistindo a esse formato mensalmente, segundo a Edison Research.
Vídeo integrado e novas ferramentas para criadores no Apple Podcasts
Com a atualização, o aplicativo Apple Podcasts passa a oferecer uma experiência unificada entre áudio e vídeo. A proposta é que o público possa escolher porquê consumir o teor sem precisar trocar de feed ou aplicativo. A empresa afirmou que, embora o serviço já suportasse vídeo via RSS desde 2005, até agora as versões em áudio e vídeo permaneciam separadas.
A novidade também inclui suporte ao HLS (HTTP Live Streaming), protocolo de streaming desenvolvido pela própria Apple. A tecnologia permite reprodução adaptativa de vídeo e maior controle dentro do aplicativo. Com isso, criadores poderão usar inserção dinâmica de anúncios em vídeo, incluindo espaços publicitários lidos pelos apresentadores, desde que distribuam o teor por provedores e redes de anúncios participantes.
A Apple informou que não cobrará criadores ou plataformas de hospedagem para partilhar teor. Por outro lado, haverá cobrança de uma taxa baseada em impressões das redes de anúncios que utilizarem a inserção dinâmica via HLS. Entre os parceiros de hospedagem confirmados estão Acast, ART19, da Amazon, Omny Studio, da Triton, e SiriusXM, todos com suporte ao novo formato de vídeo.
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Mercado de podcasts em vídeo aquece disputa
O pregão surge em meio ao progressão de outras plataformas nesse segmento. YouTube, Spotify e Netflix vêm ampliando investimentos em podcasts em vídeo, buscando atrair criadores e audiência. O YouTube informou no ano pretérito ter mais de 1 bilhão de espectadores ativos mensais consumindo teor de podcasts na plataforma, enquanto o Spotify afirmou ter pago mais de US$ 100 milhões a podcasters no primeiro trimestre do ano pretérito.
A Netflix também passou a investir nesse formato depois firmar um negócio com o Spotify para levar podcasts em vídeo ao serviço, além de iniciar produções originais porquê “The Pete Davidson Show”, lançado em janeiro.
Durante o pregão, Eddy Cue, vice-presidente sênior de Serviços da Apple, afirmou que a empresa pretende dar mais controle aos criadores e facilitar a experiência tanto para quem prefere ouvir quanto para quem quer observar aos programas. A companhia não divulga a receita específica do Apple Podcasts, mas seu segmento de Serviços, que inclui teor do dedo e assinaturas, registrou receita de US$ 30 bilhões no trimestre mais recente.
Em janeiro, a empresa também adquiriu a startup israelense de perceptibilidade sintético Q.ai, por um valor não revelado. Segundo o site da companhia adquirida, a tecnologia estava focada em ferramentas de IA para áudio.
Manancial: Olhar Do dedo
