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terça-feira, fevereiro 17, 2026

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Bactérias de Clamídia no olho estão ligadas ao Alzheimer, diz pesquisadora

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Uma pesquisa publicada na Nature estuda a interdependência entre a presença da bactéria Clamídia pneumoniae nos olhos e sua incidência no desenvolvimento de Alzheimer. A pesquisa possui vários autores, porquê Maya Koronyo-Hamaoui e Timothy R. Crother, e pode ser lida na íntegra clicando cá. A seguir, confira mais informações sobre leste novo estudo.

Crédito: ART-ur – Shutterstock

Os pesquisadores deste estudo perceberam que a bactéria Chlamydia pneumoniae pode estar diretamente envolvida na progressão do Alzheimer.

Apesar do nome Chlamydia pneumoniae lembrar a IST, essa bactéria não é a mesma da infecção sexualmente transmissível. Em verdade, é uma bactéria respiratória facilmente transmissível por tosse e esternutação.

Uma vez que um corpo saudável é infectado por ela, há a possibilidade das partículas se esconderem, porquê num estado de incubação. Em outras palavras, é provável carregá-la consigo por anos.

Mas o que ela tem a ver com o Alzheimer? Pesquisadores perceberam que muitos doentes acometidos por esse tipo de demência demonstravam a bactéria na retina (secção do olho ligada ao cérebro) e também no cérebro, o que lhes chamou a atenção.

Para provar se havia alguma relação, os pesquisadores colheram amostras de:

  • Pessoas com Alzheimer;
  • Pessoas com comprometimento cognitivo ligeiro (tempo inicial);
  • Pessoas sem a doença;
  • Modelos em camundongos;
  • Culturas de células nervosas.

Descobriram que os humanos com Alzheimer eram os que mais apresentavam desenvolvimento bacteriano da Chlamydia pneumoniae. Em verdade, a quantidade dessa bactéria aumentava conforme a doença progredia, quanto mais houvesse perda cognitiva, e em pessoas com o gene de risco APOE ε4.

(Imagem: Orawan Pattarawimonchai/Shutterstock)

Vendo Clamídia pneumoniae consistentemente em tecidos humanos, culturas de células e modelos animais nos permitiram identificar uma relação, até portanto não reconhecida, entre infecção bacteriana, inflamação e neurodegeneração. O olho é um substituto para o cérebro, e leste estudo mostra que a infecção bacteriana da retina e a inflamação crônica podem refletir a patologia cerebral e prever o estado da doença, apoiando a imagem da retina porquê uma forma não invasiva de identificar pessoas em risco de Alzheimer.

— Maya Koronyo-Hamaoui, professora da Universidade de Ciências da Saúde Cedars-Sinai e principal autora do estudo

Segundo o item científico, a bactéria pode ativar alguma coisa chamado “inflamassoma NLRP3”: uma espécie de rebate inflamatório do sistema imunológico. Caso leste rebate seja acionado em excesso (porquê suspeitam que ocorra devido à bactéria), isso gera inflamação intensa.

A inflamação intensa, porquê já é comprovado cientificamente, é um dos principais mecanismos causadores do Alzheimer. Em resumo: a bactéria parece “vincular” o sistema inflamatório do cérebro de forma prejudicial.

Pesquisadores identificam estrutura cerebral que pode impedir o progresso da perda de memória causada pelo Alzheimer (Imagem: Rido / Shutterstock)

Nas pessoas analisadas, viram que:

  • O NLRP3 já está aumentado em pessoas com comprometimento ligeiro;
  • No Alzheimer avançado, ele está claramente ativado;
  • Marcadores inflamatórios estavam elevados;
  • Havia sinais de: Apoptose (morte celular), Piroptose (morte celular inflamatória) e Neuroinflamação.

Além de tudo isso, o Alzheimer é publicado pelo acúmulo de β-amiloide 42, uma proteína que forma placas no cérebro. O estudo levado mostrou que a Chlamydia pneumoniae está relacionada ao aumento da produção de beta-amiloide, é uma das culpadas pelo seu acúmulo, e ainda agrava danos cerebrais.

Ou seja, a bactéria não só está presente no corpo, mas parece aumentar o progresso da doença.

Leia mais:

Qual a influência da retina neste estudo?

Considerando o acúmulo da bactéria na retina, que é a secção do olho ligada ao cérebro, os cientistas ponderam se a retina pode ser utilizada para refletir o que ocorre no cérebro. Isto é, poderia servir porquê um biomarcador precoce dos sinais do Alzheimer.

Se confirmado, esta também seria uma grande invenção, pois os exames de retina, em suma, não são invasivos e auxiliariam na invenção precoce desta demência.

Em resumo, o estudo não conclui que a Chlamydia pneumoniae sozinha pretexto a doença, mas que atua porquê um amplificador, pois pode estimular a inflamação, açodar a degeneração neuronal, piorar a cognição e estimular o acúmulo da beta-amiloide.

Além desta bactéria, estudiosos já analisam que outros microrganismos também apresentam alguma relação com o desenvolvimento ou piora do Alzheimer, porquê dito pelo New Atlas.


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