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quinta-feira, fevereiro 19, 2026

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Conheça o SelenITA, o satélite brasileiro que pode ir para a Lua na Artemis 3

Porquê noticiado pelo Olhar Do dedo, um nanosatélite desenvolvido no Brasil pode lucrar passagem para a trajectória lunar em na futura missão Artemis 3, da NASA. Batizado de SelenITA, o projeto é comandado pelo Instituto Tecnológico de Aviação (ITA) e tem uma vez que o objetivo medir com precisão o envolvente eletromagnético, a radiação e a poeira ao volta da Lua, com atenção privativo ao polo sul lunar, região estratégica para a exploração humana planejada pela NASA.

O SelenITA é descrito uma vez que um projeto internacional constituído pelo CubeSats 12U, com um objetivo considerado inédito em sua proposta: fornecer a primeira mensuração multiponto em uma trajectória lunar baixa sustentada. Na prática, o satélite coletará dados simultâneos em pontos diferentes, permitindo separar com mais transparência o que varia no tempo do que muda no espaço no entorno lunar.

SelenITA (Imagem ilustrativa)

O principal níveo científico é enobrecer características variáveis no tempo dentro do envolvente de plasma eletromagnético próximo à superfície da Lua — um conjunto de informações que pode estribar tanto as geociências quanto operações ligadas ao programa Artemis.

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O que a SelenITA pretende investigar na Lua?

Entre os objetivos científicos da missão estão:

  • Restringir ainda mais as origens dos campos magnéticos crustais e suas aplicações;
  • Estabelecer a natureza das interações do plasma com os campos magnéticos crustais;
  • Caracterizar ondas de plasma e turbulência na Lua;
  • Caracterizar o potencial da superfície lunar em diferentes ambientes de plasma;
  • Restringir a constituição, o estado térmico e a estrutura do véu superior e da crosta lunar;
  • Caracterizar a radiação ionizante na trajectória lunar;
  • Estabelecer a densidade da exosfera de poeira em função de latitude, lonjura e altitude, incluindo o envolvente espacial polar lunar.

A missão também define requisitos de mensuração que incluem campo magnético vetorial de 3 componentes, distribuição de plasma (fluxo, vontade, densidade e temperatura), partículas energéticas (prótons, elétrons e raios gama) e poeira.

Com o olhar voltado para o polo sul, a SelenITA pretende ajudar a refinar o entendimento do envolvente lunar em uma região considerada chave para a presença humana. A missão é apresentada uma vez que imposto brasileira ao Programa Artemis e uma vez que iniciativa estruturante do Programa Pátrio de Atividades Espaciais (PNAE) 2022–2031.

Projeto é brasílico

O nome da missão carrega várias camadas de referência. SelenITA vem de Selene, vocábulo grega associada à Lua, e adiciona “ITA” uma vez que referência ao parceiro brasílico, o Instituto Tecnológico de Aviação.

O desenvolvimento do satélite está concentrado no ITA e envolve cooperação com a NASA, AEB, FINEP e universidades americanas. Dentro do instituto, o projeto também tem um efeito direto na formação de pessoal altamente qualificado.

O gerente do projeto do Orbitalizador e membro do Núcleo Espacial ITA (CEI), professor doutor Luís Eduardo Vergueiro Loures da Costa, destacou o desempenho da equipe em avaliações técnicas internacionais: “É impressionante observar a cultura com que pessoas muito jovens apresentam seus trabalhos em inglês para revisores da NASA e de outras organizações”. Segundo ele, “são jovens que não se abalam com as perguntas técnicas dos revisores, devido ao domínio que possuem dos diferentes temas”.

A Lua, satélite originário da Terreno, tem representado papéis cruciais ao longo da história da humanidade. Crédito: JLStock/Shutterstock

Satélite já foi confirmado em percentagem

A missão também avançou em etapas de validação do noção. O presidente da percentagem de revisão, Alexandre Oliveira, apontou o momento uma vez que um divisor de águas: “a missão SelenITA alcançou um marco significativo com a aprovação em sua Delta Systems Definition Review, demonstrando a robustez de sua concepção e a relevância dos objetivos científicos propostos”.

Oliveira acrescentou que o parecer técnico foi positivo também sobre a equipe e o potencial científico do projeto: “os especialistas responsáveis pela avaliação destacaram a maturidade do projeto, a qualidade técnica da equipe e o potencial científico da missão em gerar contribuições substanciais à exploração lunar”.

Artemis 3 no horizonte

A proposta brasileira difere de missões voltadas a pouso: o SelenITA vai permanecer um período em trajectória cislunar (em torno da Lua) para realizar experimentos. Ao final, a previsão é de impacto controlado na superfície lunar.

Marco Antonio Chamon, presidente da Filial Espacial Brasileira (AEB), em entrevista exclusiva ao Olhar Do dedo, reforçou o foco do projeto: “É uma missão científica, a teoria é entender o envolvente geomagnético lunar, o envolvente de radiação lunar”, explicou. Segundo a AEB, essas informações são vistas uma vez que estratégicas para futuras missões tripuladas e não tripuladas.

O foguete da missão Artemis 2, Space Launch System (SLS), da NASA, com a espaçonave Orion no topo, no Multíplice de Lançamento 39B, no Núcleo Espacial Kennedy da NASA, na Flórida. Crédito: NASA/Keegan Barber

A expectativa, segundo a AEB, é aproveitar a capacidade de lançamento americana e buscar uma “carona” em uma missão do programa. O foco está no Artemis 3. “A nossa expectativa é poder conseguir uma carona, digamos assim, num pacto com os americanos, para lançar o nosso satélite Selenita, que está sendo desenvolvido pelo ITA, no Artemis 3”, afirmou Chamon.

Caso a negociação para a “carona” avance, o SelenITA poderá simbolizar uma presença brasileira direta em pesquisas lunares de ponta, unindo ciência, engenharia e cooperação internacional.

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Nascente: Olhar Do dedo

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