De um lado, a prefeitura lançou um credenciamento milionário da merenda escolar, com preços considerados absurdos como tomate a R$ 11,33 o quilo e alface a R$ 35,30 e com publicações fora do prazo legal, levantando sérias suspeitas de direcionamento e favorecimento. Agricultores familiares, que deveriam ser os maiores beneficiados, sequer tiveram tempo hábil de participar.
Do outro, a Câmara de Vereadores mostrou total insensibilidade ao cenário, ao invés de fiscalizar o edital suspeito, preferiu se ocupar em conceder títulos de cidadão a servidores da própria prefeitura. Uma prática que, embora simbólica, soa como troca de favores políticos e desvia a atenção das urgências da cidade.
Enquanto escolas relatam falta de climatização, ausência de merenda em alguns turnos e precariedade estrutural, a população vê a gestão municipal e os vereadores investirem energia em solenidades e homenagens que nada resolvem.
O contraste é evidente:
• Prefeitura acelerando editais de mais de R$ 7 milhões com falhas graves de transparência.
• Câmara fechando os olhos e distribuindo medalhas e títulos.
Em vez de atuar como contrapeso e cobrar explicações, os vereadores dão sinais de que preferem manter a boa relação com o Executivo, ainda que isso custe a confiança da população.
Mais uma vez, o interesse público fica em segundo plano, enquanto a política local se concentra em autopromoção e acordos de bastidores.