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domingo, janeiro 25, 2026

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Estudo mostra que inflamação no cérebro pode ser chave do Alzheimer

Um estudo liderado pelo laboratório do neurocientista Eduardo Zimmer, professor da Universidade Federalista do Rio Grande do Sul (UFRGS), sugere que o cérebro precisa estar inflamado para que o Alzheimer se estabeleça e progrida. Segundo o cláusula publicado na revista Nature Neuroscience, o acúmulo da proteína tau e beta-amiloide só provoca a reação dos astrócitos que participam da sinapse (notícia entre um neurônio e outra célula) quando a microglia, célula de resguardo do cérebro, também está ativada.

“Quando se diz que essas proteínas se acumulam no cérebro, queremos expor que elas formam grumos insolúveis no cérebro, ou seja, umas pedrinhas mesmo. Essas duas células [astrócitos e microglias] coordenam a resposta imune do cérebro e nós já sabíamos que essas pedrinhas de proteínas fazem com que essas células respondam mudando para um estado reativo. Quando essas células estão reativas, o cérebro está inflamado”, explicou Zimmer.

Segundo o professor, essas evidências já haviam sido encontradas em animais e em cérebros pós-mortem, mas os cientistas nunca haviam visto essa notícia entre as células em pacientes vivos. Esse descoberto foi verosímil devido à utilização de marcadores uma vez que exames de imagem de última geração e biomarcadores ultrassensíveis.

“Nós já sabíamos que a placa beta-amilóide [as pedrinhas que causam a inflamação] fazia o astrócito permanecer reativo. O que não sabíamos é que para a doença se estabelecer a microglia também tinha que estar reativa. Logo, com esses dois ativos, o astrócito se associa à placa beta-amilóide. Se o astrócito estiver reativo e a microglia não, zero acontece. Nesse contexto das duas células ativas, conseguimos explicar toda a progressão da doença com os outros marcadores, de amiloide e de tau até 76% da variância na cognição”, disse.

Zimmer ressaltou que ainda não se sabe exatamente o que desculpa o surgimento da placa beta-amilóide, entretanto sabe-se que há vários fatores de risco e que a combinação de genética com as exposições durante a vida (expossoma) influenciam. Quanto mais exposições boas, menores as chances de desenvolver Alzheimer no porvir.

Entre os fatores de risco para o Alzheimer estão o tabagismo, o alcoolismo, o sedentarismo, a obesidade, entre outros. Já ao contrário, contribuem para evitar, a prática de atividades físicas, boa alimento, qualidade do sono, incitamento intelectual.

A invenção contribui para uma visão novidade de tratamento para a doença, já que nos últimos anos a teoria era a de desenvolver fármacos que agissem nas placas beta-amilóides. A novidade perspectiva sugere que pode ser necessário desenvolver medicamentos que consigam interromper a notícia entre os astrócitos e as microglias. 

“Logo a teoria é a de que, além de tirar as ‘pedrinhas’, vamos precisar acalmar essa informação no cérebro, acalmar esse diálogo entre as duas células”, explicou.

O estudo é bem pelo Instituto Serrapilheira.

Natividade: Dependência Brasil

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