O governo deve enviar ao Congresso Vernáculo, logo depois do carnaval, um projeto de lei com urgência constitucional para findar com a graduação de seis dias de trabalho por um de sota (6×1), confirmou nesta terça-feira (3) o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ).
“Qual a vantagem disso? [PL com urgência constitucional]. É que tem que ser votado na Câmara em 45 dias. Portanto, você taxa a Câmara e o país. Esse é um debate medial, é uma prioridade do presidente Lula”, destacou o parlamentar.
Na mensagem enviada ao Congresso na buraco dos trabalhos legislativos, nessa segunda-feira (2), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o término da graduação 6×1 sem redução salarial.
“Não é justo que uma pessoa trabalhe duro toda a semana e tenha exclusivamente um dia para repousar o corpo e a mente e curtir a família”, disse o presidente.
No final do ano pretérito, a Percentagem de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou o término da graduação 6×1, e o texto estaria pronto para ser votado no plenário da Mansão. A Câmara também discute o tema.
Apesar dessas iniciativas em tramitação no Legislativo, o líder do PT Lindbergh Farias argumentou que um projeto enviado pelo governo com urgência constitucional tem mais força para ser legalizado no Parlamento com mais rapidez.
“Se a gente ficasse esperando, porque na Câmara está na Percentagem do Trabalho, é um processo muito longo, você passa por várias comissões. Esse é um debate que a sociedade exige que seja tratado porquê prioridade”, afirmou.
Lindbergh reconheceu que o tema tem repudiação das entidades patronais, mas acredita que é provável vencer as resistências à redução da jornada.
“Quando a escravidão foi abolida, as pessoas diziam que isso ia ser uma catástrofe. Quando criaram o salário mínimo, diziam que isso ia desempregar muita gente. Quando criaram o décimo terceiro também, sempre foi isso. Vários países do mundo já estão adaptados, não trabalham com graduação 6×1. Cá vários setores da economia também”, argumentou.
Confira as informações do Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil
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Banco Master
O líder do PT disse ainda que o partido vai concordar a geração de comissões parlamentares de questionário (CPIs) para investigar operações irregulares do Banco Master, que teria vendido títulos fraudulentos para recepcionar recursos no mercado financeiro.
Segundo Lindbergh, o partido vai concordar a proposta de CPI do deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) e de percentagem parlamentar mista de questionário (CPMI) apresentada por Heloísa Helena (PSOL-RJ) e Fernanda Melchionna (PSOL-RS), mas não deve concordar a proposta do PL.
“Não vamos entrar na defensiva num tópico que é o nosso governo que está apurando, que tem o objetivo de esclarecer tudo e eu tenho certeza que muita coisa vai manar. O que a gente não vai é assinar a CPMI do PL, inclusive que a CPMI que eles apresentam tem um objeto distorcido. Não é para averiguar as fraudes bancárias do Master, eles tentam politizar”, finalizou.
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