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domingo, janeiro 25, 2026

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Guia orienta sobre mudança no rastreamento do câncer de colo do útero

 A Instauração do Cancro lançou nesta quinta-feira (8) novidade versão atualizada do Guia Prático de Prevenção do Cancro de Pescoço do Útero, porquê segmento do Janeiro Virente, mês de conscientização e prevenção da doença. O guia teve a primeira edição lançada em 2022, quando se falava de vacinação contra o HPV (papilomavirus humano), vírus que afeta a pele e as mucosas – a infecção sexualmente transmissível mais geral no mundo – e o rastreamento com o inspecção Papanicolau, que utilizava a citologia, método vigente à idade.

A novidade versão do guia visa a orientar profissionais de saúde na transição de rastreamento, que substituirá gradualmente o inspecção Papanicolau pelo teste molecular de DNA-HPV.

“Tanto a vacinação quanto o método de rastreamento receberam muitas mudanças nesse período, principalmente em 2025. Houve uma ampliação para vacinação do público-alvo contra o HPV”, disse a consultora médica da Instauração do Cancro, Flávia Miranda Corrêa.

Segundo ela, em relação ao rastreamento foram incorporados ao Sistema Único de Saúde (SUS), em 2024, os testes moleculares (DNA-HPV) para detecção do HPV oncogênico (tipos de HPV com potencial capacidade de originar cancro de pescoço do útero). A partir de setembro do ano pretérito, começou o processo de implementação”.

O processo de implementação dos testes moleculares para detecção do HPV oncogênico foi iniciado em setembro do ano pretérito, por meio de um núcleo criado na Secretaria de Atenção Especializada em Saúde, do Ministério da Saúde, e ocorrerá de forma gradativa, disse Flavia Corrêa, doutora em Saúde Coletiva da Párvulo e da Mulher pelo Instituto Pátrio de Saúde da Mulher, da Párvulo e do Jovem Fernandes Figueira, da Instauração Oswaldo Cruz (IFF/Fiocruz). Primeiro foram elencados municípios de 12 estados para estrear essa implementação baseada.

Eles estão em diferentes estágios de evolução desse processo. Agora começaram as conversas com mais 12 estados para ter base do ministério e estrear a implementação”. Flavia destacou que nos lugares em que o rastreamento molecular (DNA-HPV) não tiver chegado ainda, continuarão valendo as regras baseadas no rastreamento citológico (Papanicolau).

O guia atualizado da Instauração do Cancro já incorpora as recomendações das novas Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Cancro do Pescoço do Útero, aprovadas pela Percentagem Pátrio de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), que preveem a substituição gradual do inspecção de Papanicolaou pelo teste de DNA-HPV no SUS.

De combinação com o cirurgião oncológico e diretor executivo da Instauração do Cancro, Luiz Augusto Maltoni, enquanto o Papanicolau identifica alterações celulares quando elas já estão presentes, o novo inspecção molecular detecta a infecção pelo HPV, “ampliando a capacidade de detecção precoce e a efetividade das estratégias de prevenção”.

Público mira

Flavia Corrêa informou que o público-alvo do novo inspecção de rastreamento DNA-HPV continua o mesmo no Brasil, abrangendo mulheres na tira etária de 25 a 64 anos de idade. Outros países fixaram a idade inicial em 30 anos. Em seguida estudos, o Brasil decidiu manter o que já estava consolidado no país, principalmente para não ter os dois métodos sendo usados concomitantemente em uma mesma unidade de saúde. “As duas técnicas não podem coexistir, porque senão vai ter muita confusão e, inclusive, a possibilidade de serem feitos os dois testes na mesma mulher”, explicou.

A periodicidade dos testes também é dissemelhante. Na citologia, ele tem de ser repetido de três em três anos depois um resultado negativo, depois de dois resultados negativos feitos no pausa de um ano.

“Os primeiros exames são anuais e, a partir daí, são trienais”. Com o inspecção molecular (DNA-HPV), mais sensível, sabe-se que 99% das mulheres têm teste negativo, não têm HPV, não têm lesão precursora nem cancro e, por isso, pode-se ampliar o pausa do rastreamento para cinco anos. Essa diferença é justificada pela maior sensibilidade do teste HPV.

Entre as mulheres que tiverem resultado positivo para os tipos mais perigosos e responsáveis por 70% dos casos de cancro de pescoço do útero, que são o HPV 16 e 18, em que há mais risco de lesão precursora de cancro, o encaminhamento para inspecção de colposcopia é súbito. A colposcopia permite, por meio de lentes de aumento, visualizar o pescoço do útero e a vagina de forma ampliada e detalhada e, com o uso de alguns reagentes, detectar lesões precursoras da doença. 

Flavia Corrêa disse ainda que além do HPV 16 e 18, existe um grupo de mais dez tipos de HPV, considerados pela Dependência Internacional de Pesquisa em Cancro (Iarc) responsáveis por 30% dos casos de cancro de pescoço de útero. As mulheres com resultado positivo para outros tipos de HPV oncogênico terão a citologia reflexa processada no mesmo material coletado para o teste molecular. Caso a citologia apresente alterações, essas pacientes também serão encaminhadas para colposcopia. Mas se a citologia for normal, se não tiver nenhuma diferença, a paciente repete o teste de HPV em um ano, em vez de cinco anos, porque está em risco intermediário entre a mulher que tem HPV 16 e 18 positivo e aquela que apresenta teste negativo.

Pilares

O Brasil aderiu à Estratégia Global para a Eliminação do Cancro de Pescoço do Útero, lançada em 2020 pela Organização Mundial da Saúde (OMS), e assumiu metas até 2030 que incluem vacinar 90% das meninas até 15 anos de idade, rastrear 70% das mulheres com teste molecular e tratar 90% das pacientes diagnosticadas com lesões precursoras ou cancro.

Flavia Corrêa destacou que a vacinação das meninas é a forma mais eficiente de prevenir o cancro de pescoço do útero “porque simplesmente não tendo uma infecção por HPV, o cancro não ocorre. É o que a gente labareda de prevenção primária”. Com a pandemia de covid-19 e, nos anos seguintes, com o movimento muito possante antivacina, a cobertura caiu. Agora, o Programa Pátrio de Imunização (PNI) faz grande esforço em relação à meta de 2030 e, desde o final do ano pretérito, com duração prevista até o final do primeiro semestre de 2026, está fazendo o resgate dos adolescentes entre 15 e 19 anos que não foram vacinados até o momento contra o HPV.

“Vai ser uma medida muito importante, porque a gente sabe que quanto mais cedo a petiz ou jovem for vacinado contra o HPV, maior é a isenção que se desenvolve”.

Disponível no SUS desde 2014, a vacina quadrivalente protege contra os tipos mais frequentemente associados ao desenvolvimento do cancro de pescoço de útero. No Brasil, meninas e meninos de 9 a 14 anos recebem ração única contra o HPV.

O segundo pilar é o rastreamento, que ganha força com a incorporação do teste molecular DNA-HPV. A consultora médica da Instauração do Cancro salientou que, ao contrário do Papanicolau, com subjetividade muito grande pelo fator humano e que pode apresentar resultados falsos positivos porquê negativos, o inspecção molecular (DNA-HPV) é automatizado e tem 99% de segurança, se der negativo, de que a pessoa não tem nem vai ter lesão precursora ou cancro no período de cinco anos ou mais. “Essa mudança aproxima o Brasil de países porquê a Austrália, referência mundial, que já registrou quedas expressivas na incidência da doença depois adotar o novo inspecção porquê principal método de rastreamento”, afirmou Flavia.

O terceiro pilar é o tratamento oportuno, que completa a estratégia da OMS. Ele inclui desde o manejo adequado de lesões precursoras até o entrada rápido ao tratamento oncológico para os casos já avançados, assegurando que mulheres identificadas com alguma diferença recebam o zelo necessário de forma rápida e efetiva. Se for confirmado o diagnóstico de lesão precursora ou cancro e a mulher não for submetida a tratamento, se rompe um gavinha dessa ergástulo e não se está fazendo prevenção, disse a médica.

“Não basta só mudar o teste. Toda a rede de zelo e prevenção do cancro do pescoço do útero tem que estar estruturada”.

Prioridades

Flavia lembrou que a vacinação gratuita contra o HPV está disponível no SUS também para grupos prioritários porquê pessoas com HIV/Aids, transplantados, pacientes oncológicos e vítimas de injúria sexual (9 a 45 anos), além de usuários de PrEP (Profilaxia Pré-Exposição), medicamento antirretroviral tomado por pessoas sem HIV para prevenir a infecção. Para mulheres na tira de 20 a 45 anos, a vacina não está incorporada ao SUS e elas terão de recorrer ao setor privado de saúde. A partir dos 20 anos, a vacina é dividida em três doses e a decisão deve ser compartilhada entre a mulher e o profissional de saúde que a acompanha, para avaliação dos benefícios.

Uma vez que participante do Grupo de Desenvolvimento de Diretrizes da OMS: Atualização das Recomendações de Rastreamento e Tratamento da OMS para prevenir o cancro de pescoço do útero”, Flavia Corrêa admitiu que os profissionais do sexo ainda não estão incluídos nos grupos de vacinação no SUS. Mas, porquê representam um grupo de risco maior, ela acredita na possibilidade de virem a ser incluídos na expansão da vacinação contra o HPV.

Consulte cá o Guia Prático de Prevenção do Cancro do Pescoço do Útero, da Instauração do Cancro.

Manadeira: Dependência Brasil

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