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sábado, fevereiro 7, 2026

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Inca ganha primeiro centro de treinamento em cirurgia robótica do SUS

O primeiro núcleo de formação em cirurgia robótica do Sistema Único de Saude foi inaugurado nesta segunda-feira (17) pelo Instituto Pátrio de Cancro (Inca), no Rio de Janeiro. A expectativa é formar 14 novos profissionais por ano, com dupla titulação em sua extensão médica e em cirurgia robótica, além de impulsionar novas pesquisas.

As cirurgias robóticas são minimamente invasivas e permitem ao cirurgião realizar movimentos com maior precisão e ampliar, em até dez vezes, o seu campo visual. Por isso, reduzem o risco de complicações, a dor e o tempo de recuperação dos pacientes.

Desde 2012, o INCA realiza cirurgias robóticas de forma pioneira no SUS, com mais de 2 milénio procedimentos realizados nas especialidades de urologia, ginecologia, cabeça e pescoço, abdómen e tórax. Agora, o novo Núcleo de Treinamento e Pesquisa em Robótica vai ampliar a capacidade de formação médica e pesquisa aplicada do Instituto, que é a principal referência em cancro do Brasil.  

Um dos principais usos da cirurgia robótica no tratamento oncológico é a prostatectomia robótica, cirurgia de remoção parcial ou totalidade da próstata, posteriormente o diagnóstico de cancro. Recentemente, o procedimento foi incorporado no Sistema Único de Saúde e, de conciliação com o diretor-geral do Inca, Roberto Gil, o novo Núcleo de Treinamento e Pesquisa em Robótica, vai facilitar na implementação da novidade tecnologia pelo país. 

“Antigamente, você tinha que ir para o exterior e tentar essa capacitação. Isso significa que a gente tem capacidade de capilarizar e disseminar esse procedimento, com médicos certificados por todo o território brasiliano. É um processo gradativo”.

Um dos grandes trunfos do novo núcleo é o novo robô Da Vinci XI, equipamento com três consoles cirúrgicos e um simulador de verdade virtual, o que possibilita que os cirurgiões sejam treinados com segurança em um envolvente realista.

O Instituto precisou fazer adaptações em seu prédio para a passagem do equipamento, que teve que ser içado até o andejar onde foi instalado. O novo núcleo também é certificado pela operário do robô, o que garante formação solene aos cirurgiões especializados.

Pesquisa e inovação

Durante a cerimônia de inauguração do núcleo, o Inca também apresentou dois projetos de pesquisa que buscam proceder na detecção precoce do cancro de próstata, tipo de neoplasia mais incidente entre os homens, com quase 72 milénio novos casos estimados por ano, no Brasil. As duas pesquisas estão sendo desenvolvidas com o suporte do Programa Pátrio de Base à Atenção Oncológica (Pronon).

Uma deles é uma pesquisa genética somática, que vai examinar amostras de lesões de 980 pacientes, em procura de “estruturas que possam dar um diagnóstico mais correto”, explica o encarregado do setor de Urologia do Inca, Franz Campos.

“Esses pacientes serão acompanhados por pelo menos três anos à procura de marcadores moleculares que possam influenciar no rastreamento, diagnóstico e tratamento do cancro de pŕóstata, pensando em uma medicina de precisão”, complementa. 

A segunda pesquisa vai fazer o sequenciamento genético completo de murado de 3 milénio pacientes com cancro, de inferior ou cume proporção, e com hiperplasia protástica, quesito benigna em que há aumento do órgão. O objetivo é identificar possíveis mutações somáticas relacionadas ao cancro. 

Nascente: Escritório Brasil

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