30 C
Lauro de Freitas
sábado, fevereiro 7, 2026

Buy now

Lula critica “velhas retóricas” que justificam intervenção em países

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou, neste domingo (9), em Santa Marta, na Colômbia, a resguardo do multilateralismo entre os países e criticou articulações que buscam justificar uso da força e mediação proibido em países.

“Prenúncio de uso da força militar voltou a fazer segmento do cotidiano da América Latina e do Caribe. Velhas manobras retóricas são recicladas para justificar intervenções ilegais”, afirmou o presidente, que não citou nominalmente países envolvidos.

“Somos uma região de sossego e queremos permanecer em sossego. Democracias não combatem o delito violando o recta internacional”, completou.

As declarações foram durante a sessão plenária do primeiro dia da 4ª reunião de Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e da União Europeia (UE).

Pressão americana

O encontro acontece em um cenário de preocupação de governos latino-americanos com a ofensiva dos Estados Unidos contra supostos traficantes de drogas em águas internacionais no Mar do Caribe e no oceano Pacífico.

Por ordem do presidente americano, Donald Trump, desde setembro, militares têm alvejado barcos na região, sob a alegado de que transportavam drogas de países porquê a Venezuela para os Estados Unidos.

Na última sexta-feira (7), um ataque deixou três mortos. O proclamação da ofensiva foi feito pelo secretário de Resguardo americano (equivalente ao nosso ministro da Resguardo), Pete Hegseth. Operações porquê essa já deixaram ao menos 70 mortos.

Trump tem apresentado um exposição intimidador contra a Venezuela, inclusive insinuando ações ofensivas terrestres. O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, nega envolvimento do país com narcotraficantes e diz que o norte-americano procura gerar motivos para invadir o país, possuidor das maiores reservas de petróleo do mundo.

Região dividida

O encontro na cidade banhada pelo Mar do Caribe reúne líderes de 27 países da UE e 33 da Celac. Lula afirmou que os dois grupos de países são centrais para a construção de uma ordem mundial baseada na sossego, no multilateralismo e na multipolaridade.

No entanto, o presidente reconheceu que a América Latina e o Caribe voltaram a ser uma região dividida, “mais voltada para fora do que para si própria”. Ele citou ameaças porquê o extremismo político, manipulação da informação e delito organizado.

“Vivemos de reunião e reunião repletas de ideias e iniciativas que, muitas vezes, não saem do papel”, disse.

Combate ao delito

Menos de duas semanas depois da operação do governo do estado do Rio de Janeiro contra a partido Comando vermelho, que deixou 121 mortos – incluindo quatro policiais –, Lula afirmou que a segurança é um obrigação do Estado e recta fundamental.

“Não existe solução mágica para finalizar com a criminalidade. É preciso reprimir o delito organizado e suas lideranças, estrangulando o seu financiamento e rastreando e eliminando o tráfico de armas”, defendeu.

O presidente não citou especificamente o caso no Rio de Janeiro.

Lula afirmou que nenhum país pode enfrentar o repto isoladamente. Ele relembrou duas ações que classifica porquê plataformas permanente de cooperação para combater crimes financeiros e o tráfico de drogas de armas e de pessoas: o comando tripartite da tríplice fronteira com a Argentina e o Paraguai, e o Núcleo de Cooperação Policial Internacional da Amazônia, reunindo nove países sul-americanos.

COP30

O presidente aproveitou o exposição para invocar a atenção dos países para os avanços e esforços da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), que começará nesta segunda-feira (10), em Belém.

“A COP30, que está acontecendo no coração da Amazônia, é uma oportunidade para a América Latina e o Caribe mostrarem ao mundo que guardar as florestas é cuidar do porvir do planeta”, pontuou.

Ele exaltou o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, da {sigla} em inglês), uma das principais bandeiras do Brasil na COP30. 

“Solução inovadora para que nossas florestas valham mais em pé do que derrubadas.”

O presidente pediu ainda esforços em direção à transição energética, ou seja, soberania de vontade limpa na presença de combustíveis fósseis, emissores de gases do efeito estufa, causadores do aquecimento global.

“Nossa região é natividade segura e confiável de vontade limpa e pode correr a redução da submissão dos combustíveis fósseis.”

Mulher no comando da ONU

Ao tutorar políticas para paridade de gênero, Lula pediu a presença de uma mulher latino-americana no incumbência mais superior das Nações Unidas.

“Apesar de representarem mais da metade da população mundial, nunca exerceram a mais subida função das Nações Unidas. É chegada a hora de ter uma latino-americana no incumbência de secretária-geral da ONU”, disse.

O atual secretário-geral, o português António Guterres, tem procuração até 2026. O Brasil já havia defendido uma presença feminina no incumbência sumo da instituição. São citados nomes porquê o da ex-presidente do Chile Michelle Bachelet e o da primeira-ministra de Barbados, Mia Mottley.

Ainda neste domingo, o presidente Lula deixa Santa Marta e segue diretamente para Belém, que receberá, a partir desta segunda-feira (10), a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30).

Nascente: Filial Brasil

Related Articles

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

Stay Connected

0FansLike
0FollowersFollow
0SubscribersSubscribe
- Advertisement -

Latest Articles