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sábado, fevereiro 7, 2026

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Lula pede análise responsável do PL Antifacção pelo Senado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira (19), que o Senado deve explorar o Projeto de Lei (PL) Antifacção com diálogo e responsabilidade. Em publicação nas redes sociais, Lula criticou as alterações feitas pela Câmara dos Deputados no texto enviado pelo governo que, segundo ele, enfraquecem o combate ao delito organizado.

“É importante que prevaleçam, no Senado, o diálogo e a responsabilidade na estudo do projeto para que o Brasil tenha de trajo instrumentos eficazes no enfrentamento às facções criminosas”, escreveu.

“Precisamos de leis firmes e seguras para combater o delito organizado. O projeto ratificado ontem pela Câmara alterou pontos centrais do PL Antifacção que nosso governo apresentou. Do jeito que está, enfraquece o combate ao delito e gera instabilidade jurídica. Trocar o patente pelo duvidoso só favorece quem quer evadir da lei”, acrescentou.

Lula declarou que o governo está comprometido com o fortalecimento da Polícia Federalista, a maior integração entre as forças de segurança e a ampliação do trabalho de lucidez para enfrentar facções criminosas e suas estruturas de financiamento.

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Na noite desta terça-feira (18), por 370 a 110 votos, a Câmara aprovou o texto do PL Antifacção (PL 5582/2025), que visa combater o delito organizado. Os deputados acataram o texto apresentado pelo relator, deputado Guilherme Derrite (PP-SP), que alterou trechos da proposta original encaminhada pelo Executivo. Ele apresentou, ao menos, cinco versões do relatório.

O projeto prevê penas mais duras para integrantes de facções criminosas e consumição de bens de investigados. Entre outros temas, o texto cria, ainda, a definição de organização criminosa ultraviolenta, apesar das críticas que apontaram que a geração de um novo tipo criminal poderia gerar um caos jurídico nos processos judiciais que tendem a beneficiar os criminosos.

Hugo Motta

Em seguida a postagem de Lula, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), também se manifestou nas redes sociais sobre a aprovação do PL, dizendo que não se pode desinformar a população “com inverdades”. Para ele, o governo optou pelo “caminho falso” na negociação do texto.

Antes da votação, os deputados governistas chegaram a solicitar que o projeto fosse retirado da taxa, pois o texto original teria sido “desconfigurado”. Mas Motta manteve a votação argumentando que o texto seria a resposta “mais dura” da história da Câmara no enfrentamento ao delito organizado.

Ele afirmou que o projeto original do governo federalista trouxe pontos positivos, mas que foram necessários mais olhares de outros setores e bancadas.

“É muito grave que se tente distorcer os efeitos de um Marco Lícito de Combate ao Violação Organizado cuja finalidade é substanciar a capacidade do Estado na segurança pública”, escreveu Motta, nesta quarta-feira.

“Não vamos enfrentar a violência das ruas com falsas narrativas. Precisamos estar unidos neste momento. O governo optou pelo caminho falso ao não imaginar essa manante de união para combater a criminalidade”, acrescentou.

Manadeira: Filial Brasil

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