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terça-feira, fevereiro 17, 2026

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Moltbook viraliza, mas especialistas apontam falhas de segurança

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A geração do OpenClaw, projeto que ganhou força nas últimas semanas depois a popularização da rede social experimental Moltbook, gerou debates sobre os limites da chamada IA agentic. A plataforma simulava um espaço em que agentes de lucidez sintético (IA) interagiam entre si, levando segmento da comunidade a confiar que sistemas autônomos estariam se organizando sem supervisão humana.

Com o progresso das análises, porém, pesquisadores apontaram que o fenômeno não representava uma ação real de agentes de IA. Segundo especialistas em segurança, falhas técnicas permitiam que pessoas reais publicassem conteúdos se passando por bots, levantando dúvidas sobre a autenticidade de todo o material publicado e reacendendo discussões sobre riscos de segurança ligados a esse tipo de tecnologia.

OpenClaw chamou a atenção, mas especialistas alertam para riscos de cibersegurança (Imagem: Koshiro K / Shutterstock.com)

Falhas no Moltbook, rede social de agentes, expõem limites do projeto

A repercussão começou depois mensagens publicadas no Moltbook sugerirem que agentes buscavam espaços privados para conversar. O caso chamou atenção de figuras conhecidas do setor, incluindo Andrej Karpathy, ex-diretor de IA da Tesla e membro fundador da OpenAI, que classificou o momento porquê alguma coisa próximo de uma ficção científica.

Posteriormente, análises mostraram que a rede apresentava problemas de segurança. Ian Ahl, CTO da Permiso Security, afirmou que credenciais armazenadas no banco de dados Supabase ficaram expostas por um período, permitindo que qualquer usuário acessasse tokens e se passasse por outros agentes. A consequência foi a impossibilidade de confirmar se postagens eram realmente geradas por IA.

John Hammond, pesquisador principal de segurança da Huntress, destacou ao TechCrunch que humanos podiam gerar contas, simular bots e até impulsionar publicações sem restrições. Apesar disso, o Moltbook virou um experimento cultural na internet, com versões inspiradas em redes sociais conhecidas, incluindo serviços de relacionamento e fóruns voltados a agentes.

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Popularidade do OpenClaw e questionamentos sobre inovação

O OpenClaw é um projeto open source do desenvolvedor austríaco Peter Steinberger, inicialmente lançado porquê Clawdbot. A utensílio acumulou mais de 190 milénio estrelas no GitHub, tornando-se um dos repositórios de código mais populares da plataforma.

O sistema facilita o uso de agentes de IA, permitindo integração com aplicativos porquê WhatsApp, Discord, iMessage e Slack, além de funcionar porquê uma classe de conexão com modelos já existentes, porquê Claude, ChatGPT, Gemini e Grok. Para John Hammond, no entanto, o OpenClaw atua basicamente porquê um “wrapper” desses modelos, sem apresentar ruptura tecnológica.

Chris Symons, cientista-chefe de IA da Lirio, avalia que o projeto representa uma melhoria incremental, principalmente por ampliar o chegada dos agentes a diferentes sistemas. Já Artem Sorokin, engenheiro de IA e fundador da utensílio de cibersegurança Cracken, afirma que os componentes já existiam e que o diferencial foi somente combinar recursos de forma mais fluida.

A facilidade de automatizar tarefas, do gerenciamento de e-mails à negociação de ações por meio de habilidades baixadas na loja ClawHub, ajudou a impulsionar a viralização. Ainda assim, especialistas alertam que a produtividade prometida depende de um nível de crédito que a tecnologia ainda não alcançou.

Testes de segurança mostraram vulnerabilidades a ataques de prompt injection (Imagem: Song_about_summer / Shutterstock.com)

Testes de segurança conduzidos por Ian Ahl mostraram vulnerabilidades a ataques de prompt injection, técnica em que comandos maliciosos levam agentes a executar ações indevidas, porquê compartilhar credenciais ou realizar transferências. Em ambientes corporativos, esse cenário pode simbolizar risco saliente, já que os agentes operam com chegada grande a e-mails e plataformas internas.

Apesar de existirem proteções, pesquisadores afirmam que não há garantia de que agentes não sejam manipulados. Para Hammond, o setor enfrenta um impasse: permitir eminente nível de automação implica concordar riscos de segurança ainda não resolvidos. Diante desse quadro, ele recomenda que usuários comuns evitem a tecnologia por enquanto.


Nascente: Olhar Do dedo

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