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segunda-feira, fevereiro 23, 2026

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Núcleo da Via Láctea pode conter algo absurdamente magnético

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Um cláusula publicado nascente mês no periódico científico The Astrophysical Journal indica que o núcleo da Via Láctea pode homiziar um objeto de magnetismo extremo. Os autores do novo estudo identificaram sinais de um pulsar girando rapidamente na região médio da galáxia, próximo ao buraco preto Sagitário A*.

Pulsares são um tipo próprio de estrela de nêutrons – remanescentes extremamente densos deixados pelo colapso de estrelas muito mais massivas que o Sol (geralmente, entre 10 e 30 vezes mais) em seguida explosões de supernova. Ao girarem rapidamente, eles emitem feixes regulares de radiação que podem ser detectados da Terreno uma vez que pulsos periódicos, variando de milésimos de segundos a segundos.

Em resumo:

  • Verosímil pulsar extremo é identificado no núcleo galáctico;
  • Objeto pode orbitar próximo ao buraco preto Sagitário A*;
  • Sinais de rádio indicam 122 rotações por segundo;
  • Funciona uma vez que farol cósmico de magnetismo extremo;
  • Descoberta pode testar relatividade nas proximidades do buraco preto.

Os campos magnéticos dos pulsares estão entre os mais fortes do Universo divulgado. Eles podem ser bilhões de vezes mais intensos que o campo magnético terrestre. Essa combinação de rotação rápida e magnetismo extremo transforma o pulsar em um verdadeiro farol cósmico.

Coração da Via Láctea é uma região turbulenta

O núcleo galáctico é uma região turbulenta, enxurro de poeira, gás e estrelas. Por isso, os cientistas esperam encontrar ali uma grande quantidade de pulsares. No entanto, observar esses objetos não é simples. A poeira interestelar bloqueia grande segmento da luz visível. Já as ondas de rádio conseguem passar essa barreira com muito mais eficiência.

Foi justamente analisando sinais de rádio que a equipe do projeto Breakthrough Listen, iniciativa internacional ligada ao Instituto SETI dedicada à procura por possíveis sinais tecnológicos de civilizações extraterrestres, encontrou o novo candidato. Entre 2021 e 2023, os pesquisadores utilizaram o radiotelescópio Green Bank, na Virgínia Ocidental, nos EUA, um dos mais sensíveis do planeta. As observações revelaram um objeto girando murado de 122 vezes por segundo.

O candidato recebeu o nome de Breakthrough Listen Pulsar (BLPSR). Apesar da subida sensibilidade do levantamento, exclusivamente esse provável pulsar foi identificado na região estudada. Os cientistas esperavam detectar uma parcela maior da população prevista. Essa diferença levanta dúvidas sobre quantos desses objetos realmente existem no coração da galáxia. O sinal segue sob estudo para confirmação.

As estrelas de nêutrons estão entre os objetos mais extremos do cosmos. Elas concentram até duas vezes a volume do Sol em uma esfera com murado de 20 km de diâmetro. A densidade é tão elevada que uma pequena quantidade desse material pesaria milhões de toneladas na Terreno. A rápida contração do núcleo estelar faz com que o objeto aumente sua velocidade de rotação. Alguns pulsares podem atingir centenas de rotações por segundo.

Nos pulsares, o intenso campo magnético direciona radiação para os polos da estrela. À medida que ela gira, esses feixes varrem o espaço ao volta. Quando a Terreno cruza o caminho desse lio, detectamos pulsos regulares de rádio. A precisão desses sinais é tão subida que eles podem funcionar uma vez que relógios naturais extremamente confiáveis.

Os sinais de rádio dos pulsares são gerados por partículas carregadas que aceleram nas regiões polares das estrelas de nêutrons, emitindo pulsos detectáveis da Terreno. Crédito: Meio Espacial Goddard/Laboratório de Imagem Conceitual da NASA

Leia mais:

Buraco preto médio da galáxia exerce influência gravitacional gigantesca

Essa regularidade permite testar previsões da teoria da relatividade universal, formulada por Albert Einstein, segundo a qual objetos muito massivos deformam o espaço-tempo ao seu volta. Essa distorção pode mudar o trajeto e o tempo de chegada das ondas de rádio. Pequenas variações nos pulsos de um pulsar próximo a um buraco preto poderiam revelar esses efeitos com grande precisão.

Com mais de quatro milhões de vezes a volume do Sol, Sagitário A* exerce influência gravitacional intensa sobre sua vizinhança. Se houver pulsares orbitando perto dele, eles funcionarão uma vez que instrumentos naturais para estudar esse envolvente extremo. Isso pode oferecer um dos testes mais rigorosos já realizados da relatividade nas proximidades de um buraco preto supermassivo. A confirmação do BLPSR seria um passo decisivo nessa direção.

Ao fundo, a Via Láctea, com o buraco preto supermassivo Sagitário A* no destaque. Créditos: Via Láctea (Muratart – Shutterstock); Buraco preto (EHT). Edição: Olhar Do dedo

Nos próximos anos, novos projetos deverão ampliar essa procura. Um exemplo é o Square Kilometre Array (SKA), que promete sensibilidade e solução superiores às atuais. O observatório está sendo construído em dois locais principais: na África do Sul e na Austrália, onde as condições de baixa interferência de rádio favorecem observações extremamente precisas do cosmos.

Com equipamentos mais avançados, será provável mapear melhor a população de pulsares no núcleo galáctico. Até lá, os pesquisadores continuam analisando dados e realizando novas observações. Se confirmado, o objeto poderá transformar nosso entendimento sobre a Via Láctea e sobre as leis fundamentais que regem o Universo.


Manadeira: Olhar Do dedo

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