anulação do Processo Seletivo Simplificado (REDA) da Secretaria Municipal de Educação de Lauro de Freitas, oficializada pelo Decreto Municipal nº 5.597/2026, reacendeu a já conhecida tensão entre a gestão municipal e os profissionais da educação.
Embora o decreto aponte falhas técnicas consideradas “absolutas e insanáveis”, que teriam atingido cerca de 300 candidatos, a decisão de anular integralmente o certame levanta questionamentos entre professores, sindicato e especialistas sobre a real necessidade de uma medida tão extrema.
Histórico de desgaste com a categoria
A relação entre a atual gestão e os trabalhadores da educação tem sido marcada por embates frequentes, envolvendo pauta salarial, condições de trabalho, contratações temporárias e falta de diálogo institucional. Nesse contexto, a anulação do REDA é vista por parte da categoria como mais um episódio que aprofunda a instabilidade no setor.
Para professores ouvidos pela reportagem, a decisão penaliza diretamente candidatos que aguardavam contratação e escolas que enfrentam déficit de profissionais, especialmente no início do ano letivo.
Falhas técnicas ou decisão política?
Antes da anulação, a própria Secretaria de Educação havia publicado portaria criando uma Comissão de Apuração Mista, com participação de representantes da gestão e do sindicato, para investigar as falhas no processo seletivo. Poucos dias depois, porém, a Prefeitura optou pela nulidade total do REDA, tornando sem efeito todos os atos praticados.
