A Prefeitura de Lauro de Freitas voltou a gerar debate após a publicação de um credenciamento para aquisição de gêneros alimentícios da merenda escolar. O edital, que movimenta mais de R$ 7 milhões, chamou atenção tanto pelos valores previstos quanto pela forma como foi divulgado.
Valores em destaque
Somente em quatro itens, a gestão municipal prevê desembolsar mais de R$ 1 milhão:
- 5.000 kg de alface a R$ 35,30 o quilo → R$ 176.500
- 60.000 kg de melancia a R$ 4,06 o quilo → R$ 243.600
- 30.000 kg de cebola a R$ 11,33 o quilo → R$ 339.900
- 30.000 kg de tomate a R$ 11,33 o quilo → R$ 339.900
💰 Total previsto: R$ 1.099.900 em apenas quatro itens.
Esses valores superam em muito os preços encontrados em feiras e mercados populares da região, onde os mesmos produtos costumam custar bem menos.
Publicação e prazos
Outro ponto que gerou críticas foi o prazo apertado: o edital foi assinado em 25 de agosto e já exigia a entrega dos envelopes no dia seguinte (26/08). Isso acabou dificultando a participação de muitos agricultores familiares.
Além disso:
- No Diário Oficial da União, a publicação saiu em tempo hábil, mas é de difícil acesso para pequenos produtores.
- Já no Diário Oficial do Município, mais acessível à população local, a publicação ocorreu somente depois do prazo de entrega.
Pequenos produtores ficam de fora
Na prática, o processo acabou se tornando inacessível para quem mais deveria ser beneficiado: os agricultores familiares locais.
Enquanto isso, escolas ainda enfrentam problemas como falta de climatização, dificuldades de infraestrutura e até ausência de merenda de qualidade em algumas unidades.

A polêmica levanta dúvidas sobre a real prioridade da gestão municipal e reforça a cobrança por mais transparência e cuidado com os recursos públicos.