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domingo, fevereiro 8, 2026

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Smartphones devem ficar mais caros em 2026 por falta de chips de memória

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O mercado global de celulares deve encolher em 2026, pressionado pela combinação: componentes mais caros e repasse inevitável de custos. É o que aponta a consultoria Counterpoint Research, especializada em pesquisa de mercado no setor de tecnologia, nesta terça-feira (16).

Segundo a empresa, os embarques globais de celulares devem tombar 2,1% no próximo ano. É uma revisão para ordinário em relação às projeções anteriores.

O principal motivo está longe do consumidor final, mas chega ao bolso dele. A escassez de chips de memória, agravada pela corrida das empresas de tecnologia para sustentar sistemas de perceptibilidade sintético (IA), elevou os custos de produção e mudou o humor da indústria. 

O que tudo isso quer expor: para 2026, espera-se um mercado com aparelhos mais caros e menos opções nas prateleiras.

Escassez de memória eleva custos e força revisão de projeções sobre mercado de smartphones

A revisão da Counterpoint corta 2,6 pontos percentuais da previsão anterior para 2026. Na prática, isso significa menos smartphones sendo enviados às lojas ao volta do mundo. 

Menos smartphones devem ser enviados à lojas mundo afora em 2026, segundo estudo de consultoria especializada no mercado de tecnologia (Imagem: bodnar.photo/Shutterstock)

A explicação passa por um gargalo específico: a falta de DRAM, tipo de memória importante tanto para celulares quanto para data centers usados por sistemas de IA.

Com a expansão acelerada de data centers, empresas uma vez que a Nvidia puxaram uma demanda inédita por memória. Esse movimento pressiona fornecedores uma vez que Samsung e SK Hynix, que atendem tanto o mercado de servidores quanto o de smartphones. Porquê a oferta não acompanhou esse salto, os preços dispararam ao longo de 2025.

Esse aumento já aparece no dispêndio de produção dos aparelhos, o chamado BoM. Em outras palavras, é quanto custa montar um celular. Segundo a Counterpoint, os impactos devem continuar pelo menos até o segundo trimestre de 2026, com novos reajustes estimados entre 10% e 15% sobre níveis já elevados.

Preços mais altos atingem segmentos e pressionam fabricantes

O efeito não é uniforme. Os celulares mais baratos, inferior de US$ 200 (pouco mais de R$ 1 milénio, em conversão direta), são os mais atingidos. 

Nesse segmento, o dispêndio dos componentes subiu entre 20% e 30% desde o início de 2025. É um patamar difícil de aspirar sem repassar para o consumidor final.

A Apple é uma das empresas que aparecem entre as mais muito posicionadas para galgar o período de escassez de smartphones, segundo a Counterpoint Research (Imagem: Hadrian/Shutterstock)

Nos modelos intermediários e premium, o impacto é menor, mas ainda relevante. A subida no dispêndio de materiais ficou na fita de 10% a 15%, o suficiente para empuxar os preços para cima. 

Com isso, a Counterpoint revisou a projeção do preço médio dos smartphones, que agora deve subir 6,9% em 2026, quase o duplo do previsto anteriormente.

O problema é que nem todo trabalhador consegue simplesmente repassar essa conta. Nos modelos de ingressão, aumentos bruscos tendem a distanciar consumidores. Por isso, algumas marcas já começaram a enxugar portfólios, reduzindo o número de modelos mais baratos disponíveis.

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Nesse cenário, Apple e Samsung aparecem uma vez que as empresas mais muito posicionadas para galgar o período de escassez. Já fabricantes chineses, mais expostos ao médio e ordinário dispêndio, devem sentir o impacto com mais força. 

Para tentar lastrar margens, a indústria recorre a estratégias uma vez que downgrade de componentes (câmeras, telas, alto-falantes), reaproveitamento de peças antigas e incentivo à compra de versões mais caras, uma vez que modelos “Pro”.

(Essa material usou informações de CNBC e Counterpoint Research.)


Manadeira: Olhar Do dedo

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