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sábado, fevereiro 7, 2026

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Vendaval em SP: rede elétrica subterrânea é a solução?

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O vendaval, cujos ventos atingiram 96 km/h no Estado de São Paulo na quarta-feira (10), deixou muios rastros de ruína e prejuízos. Entre eles, está o problema da privação de virilidade elétrica, principalmente na Capital.

Segundo boletim divulgado pela Enel Distribuição, distribuidora de eletricidade do Estado, às 19h29 (horário de Brasília) desta quinta-feira (11), mais de 1,3 milhão de imóveis (15% do totalidade atendido) da Grande São Paulo seguem sem luz.

Segundo a Enel, “tapume de 300 milénio novos casos ingressaram hoje [quinta-feira] com solicitação de atendimento, em decorrência da ininterrupção dos ventos”. Não há prazo para restabelecimento totalidade da rede.

Fiação externa não possui isolamento entre cabos (Imagem: Enel Brasil)

Essa falta de virilidade afeta serviços essenciais, porquê:

  • Hospitais e escolas;
  • Semáforos;
  • Provisão de chuva;
  • Transporte;
  • Entre outros, atrapalhando a vida e a rotina do cidadão paulista.

Em nota enviada ao g1, a Enel explicou ainda que, “em algumas localidades, o restabelecimento é mais multíplice, porque envolvem a reconstrução completa da rede, com substituição de postes, transformadores e, por vezes, recondução de quilômetros de cabos”.

Rede elétrica subterrânea pode mudar as coisas?

Em um cenário no qual as intempéries derrubam as conexões de virilidade elétrica tradicionais, uma selecção surge: o aterramento dos fios e cabos. Hoje, vemos a tecnologia em centros históricos e grandes áreas urbanas — o Núcleo de São Paulo (SP), por exemplo, possui esse tipo de fornecimento de virilidade.

Porquê esse sistema funciona?

Nesse sistema, os cabos elétricos passam por dutos ou galerias subterrâneas. Esses cabos são revestidos com materiais isolantes e resistentes à umidade e curetagem.

A rede elétrica subterrânea funciona basicamente da seguinte maneira:

  • A virilidade é gerada nas usinas e transmitidas pelas linhas de subida tensão (aquelas que ficam em grandes torres afastadas do meio urbano);
  • Chega às subestações (os espaços com múltiplos transformadores, cabos e outros dispositivos e que vemos no envolvente urbano), sendo transformada em média ou baixa tensão;
  • Partindo das subestações, a virilidade percorre o caminho de cabos subterrâneos e chegam aos pontos de consumo.

Durante esse caminho, o sistema conta com equipamentos de proteção, transformadores, câmaras de inspeção e sistemas de monitoramento remoto.

Mas, assim porquê o sistema tradicional, supra do solo, a solução subterrânea também tem suas dificuldades, sendo de manutenção difícil e demorada, exigindo mais longas e desafiadoras intervenções por secção dos eletricistas, além dos potenciais danos e interrupções.

Ou por outra, porquê aponta Edval Delbone, professor de Engenharia Elétrica do Instituto Mauá de Tecnologia, o dispêndio para implantação do sistema é dez vezes maior que a rede aérea.

“Além do cima investimento, é muito demorado fazer, porque precisam obstar as ruas, precisa cavar um buraco, precisa de maquinários. Logo, não é alguma coisa assim a limitado prazo, é alguma coisa a longo prazo e bem-planejado”, diz o profissional.

Ele esclarece que, apesar das dificuldades para enterrar os cabos elétricos, os problemas que isso resolve são muitos, além de não termos que nos preocupar com vendavais, chuvas, árvores, poluição visual, entre outros, aumentando a confiabilidade.

Rede elétrica subterrânea pode resolver problemas de falta de luz causados pelo clima, porquê o vendaval em São Paulo (Imagem: Enel Brasil)

Já Marjorie Gonçalves, técnica do sistema elétrico das galerias subterrâneas do meio de São Paulo, pontua que “o envolvente subterrâneo apresenta muitos riscos, [por isso] temos que estar muito muito preparados“.

Entre esses riscos, estão altas temperaturas e animais peçonhentos que podem estar no subterrâneo. “É fundamental identificar os riscos com calma e adotar as medidas devidas para atuar ali”, observa.

Leia mais:

Exemplos que São Paulo pode seguir

Delbone cita, porquê exemplos de cidades com fiação subterrânea, Novidade York e Paris. “Em São Paulo, poderia também seguir o mesmo caminho. Mesmo que demore muito, mas inaugurar e, todo ano, enterrar alguns quilômetros. Se todo ano tiver um planejamento para enterrar vários quilômetros por ano, a longo prazo, nós teremos a rede subterrânea“, pontua.

O professor de Engenharia Elétrica também aborda o que podemos fazer a limitado prazo. Enfim, com o aquecimento global e a crise climática, as chuvas fora de estação aumentaram significativamente, acompanhadas de fortes ventos — tudo o que pode danificar a rede elétrica. Portanto, qual seria uma solução mais imediata? Redes compactas.

Hoje, a rede convencional que vemos nas ruas e avenidas é formada por três cabos que correm sobre cruzetas instaladas no topo dos postes. Eles não têm nenhum isolamento, o que, em casos de potente vento ou presença de galhos de árvores soltos, pode ocasionar um curto-circuito e desligamento causado quando os fios encostam uns nos outros. Ou seja: a fiação externa é frágil, afirma Delbone.

Já as redes compactas, somadas à automação da rede, podem prevenir muitos problemas. Nesse sistema, os cabos ficam mais próximos uns dos outros, deixando a rede mais segura.

A automação da rede, por sua vez, trata-se de um religador automático. Por exemplo: se a rede elétrica for afetada por ventos e galhos e houver um limitado, esse religador desliga o sistema e o religa maquinalmente, caso o limitado não esteja mais acontecendo, sem urgência de mediação humana.

“Se for só um ventinho, ele vai só dar uma piscadinha na luz, porque ele encosta, o vento vai embora e volta para a posição original. Logo, essas chaves automáticas, que chamam religadores, também são importantes porque, além de automatizar a rede, eles também podem fazer algumas manobras automáticas que deixam o sistema mais confiável e disponível“, explica o profissional.

Apesar das vantagens, ainda há desafios no sistema elétrico subterrâneo (Imagem: Enel Brasil)

“Por exemplo, vamos supor que caia uma árvore em um quarteirão, e até tirar essa árvore e restabelecer esse pedaço do volta, aquela outra secção onde não caiu a árvore, mas que pertence ao mesmo volta, pode ser redirecionada para outro volta. Tudo maquinalmente, por meio de chaves e automações”, conclui.


Manancial: Olhar Do dedo

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