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quinta-feira, fevereiro 19, 2026

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Vertebrados mais antigos do mundo tinham quatro olhos, indica estudo

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Os primeiros ancestrais de todos os animais com pilar vertebral, incluindo os humanos, podem ter enxergado o mundo com quatro olhos. A invenção vem de fósseis com tapume de 518 milhões de anos e sugere que esses vertebrados primitivos tinham um campo de visão mais grande do que se imaginava, em um período marcado por intensa pressão evolutiva nos oceanos, segundo informações do portal New Atlas.

Os vestígios desse segundo par de olhos ainda estariam presentes no cérebro humano atual, mas com outra função. Segundo os pesquisadores, essas estruturas teriam evoluído ao longo do tempo até se tornarem a glândula pineal, órgão responsável pela produção de melatonina e pela regulação do ciclo do sono, sem qualquer papel na formação de imagens.

Fósseis do Cambriano revelam estruturas oculares preservadas

A invenção foi feita na região de Kunming, na China, famosa pela preservação sensacional de fósseis do início do período Cambriano. Ali, cientistas identificaram duas espécies de myllokunmingídeos, considerados os vertebrados mais antigos já encontrados, com quatro marcas escuras na segmento anterior do corpo.

Duas dessas estruturas estavam posicionadas lateralmente na cabeça, porquê olhos convencionais. O segundo par ficava na segmento superior, entre elas. Pesquisadores já haviam sugerido que essas marcas medianas seriam cápsulas nasais. No entanto, essa hipótese entrava em conflito com evidências de que os primeiros vertebrados possuíam somente uma única narina.

Mulher de olhos abertos (Reprodução: Amanda Dalbjörn/Unsplash)

Com o uso de microscopia eletrônica, a equipe identificou melanosomas, estruturas celulares que armazenam melanina, pigmento importante para a sucção de luz e formação de imagens. Até logo, registros fósseis de melanina remontavam ao período Carbonífero, tapume de 300 milhões de anos detrás, o que torna o invento ainda mais relevante para a paleontologia.]

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Os pesquisadores também encontraram indícios da presença de lentes nas estruturas superiores, reforçando a tradução de que se tratavam de olhos do tipo câmera. Isso indica que esses animais tinham dois olhos maiores nas laterais e dois menores na segmento superior da cabeça, todos capazes de captar luz e formar imagens.

Evolução pode ter transformado olhos extras na glândula pineal

De concordância com Jakob Vinther, da University of Bristol, os ancestrais vertebrados viviam próximos à base da prisão fomentar. Um campo de visão ampliado teria sido vantajoso para detectar predadores em um envolvente pelágico competitivo durante a explosão de biodiversidade do Cambriano.

Entre os principais pontos do estudo estão:

  • Fósseis datados de 518 milhões de anos
  • Presença de quatro estruturas oculares preservadas
  • Identificação de melanosomas com microscopia eletrônica
  • Evidência de lentes associadas aos órgãos superiores
  • Relação evolutiva com a atual glândula pineal

Com o passar do tempo, mudanças ecológicas teriam demudado o papel dessas estruturas. À medida que alguns vertebrados passaram de filtradores para predadores, o segundo par de olhos pode ter perdido a função visual e se transformado em um órgão neuroendócrino. Para Elias Warshaw, da University College London, os resultados ajudam a esclarecer as fases iniciais da evolução dos vertebrados.


Natividade: Olhar Do dedo

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