Siga o Olhar Do dedo no Google Discover
Tudo sobre Elon Musk
Tudo sobre Estados Unidos
Tudo sobre Twitter
Um relatório do Tech Transparency Project (TTP), acessado exclusivamente pela WIRED, alega que Elon Musk está trabalhando em duas frentes na crise envolvendo o Irã.
Enquanto o bilionário afirma, publicamente, que apoia manifestantes que protestam contra o regime lugar e critica duramente os líderes do país, o X, uma de suas várias empresas, estaria vendendo, indiscriminadamente, o entrada a contas premium aos mesmos líderes que Musk critica em público.
O que diz o relatório da TTP
O relatório aponta mais de 20 contas do X que seriam administradas por funcionários do governo iraniano, agências e veículos de informação estatais e que ostentam o famoso selo azul, que indica que a conta é premium.
Tais contas possuíam propaganda patrocinada pelo governo, enquanto o povo iraniano generalidade não possuía entrada à internet. Ou por outra, suas mensagens poderiam ter sido amplificadas artificialmente para aumento de alcance e engajamento.
“O trajo de Elon Musk não exclusivamente dar visibilidade a esses indivíduos, mas também admitir o moeda deles para impulsionar seu teor por meio dessas assinaturas premium e oferecer recursos extras, significa que ele está minando as sanções que os EUA e o governo Trump estão aplicando”, disse Katie Paul, diretora do TTP, à WIRED.
“Queda de braço” no Irã
Desde o termo de dezembro, protestos eclodem no Irã contra a desvalorização contínua do rial iraniano diante de o dólar e a crise econômica. Manifestantes pedem a mudança do regime que está no poder e a saída do Líder Supremo, o Aiatolá Ali Khamenei, que detém o posto há 37 anos.
Os manifestantes foram duramente reprimidos, sendo milhares deles presos ou mortos. Diante disso, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou suporte aos reclamantes no Truth Social, sua rede social, enquanto Musk afirmou, no X, que Khamenei é “delirante“.
Dias depois, o gerente do judiciário iraniano, Gholamhossein Mohseni-Ejei, logo com o selo azul de verificação, escreveu: “Desta vez, não mostraremos misericórdia aos manifestantes”. Essa conta estava entre as que perderam o selo de verificação azul depois contato da WIRED.
Passaram-se mais alguns dias e o X trocou o emoji da bandeira iraniana para um cuja bandeira era a mesma de antes da revolução de 1979. Posteriormente, Musk anunciou que qualquer pessoa com uma Starlink poderia acessar à internet gratuitamente.
Vale lembrar que, naquele momento, a única forma de se conectar à internet era via dispositivos Starlink, de propriedade do bilionário sul-africano e controlada pela empresa aeroespacial SpaceX. Isso porque o governo lugar havia imposto um bloqueio quase totalidade.
Enquanto tudo isso se desenrolava, várias contas do X disseminavam propaganda sem qualquer controle.
Representantes iranianos na plataforma de Musk
Entre funcionários iranianos identificados na rede social que um dia se chamou Twitter, está Ali Larijani, assessor sênior do líder supremo do Irã. Ele tem mais de 120 milénio seguidores.
Segundo o Tesouro dos EUA, Larijani é um dos “arquitetos da brutal repressão do Irã aos protestos pacíficos”. Já o funcionário, quando Trump pediu que o povo seguisse protestando, afirmou no X que Trump é um dos “principais assassinos do povo do Irã”.
Larijani foi “denunciado” pela WIRED ao X e perdeu o status de conta solene, quando a rede social, supostamente, removeu o selo azul do perfil na última quarta-feira (11).
Outra pessoa identificada pela TTP em seu relatório é Ali Akbar Velayati, membro do círculo íntimo de Khamenei e ex-ministro das Relações Exteriores do Irã. Ele perdeu o selo azul no mesmo dia.
Velayati sofreu uma sanção do Tesouro em 2019 ao fornecer uma “tábua de salvação” ao regime do ex-ditador da Síria Bashar al-Assad. Também foi réu por autoridades argentinas de homicídio por conta de um atentado a explosivo que aconteceu em 1994 contra um meio comunitário judaico em Buenos Aires. Foram 85 mortos.
Outro perfil com selo azul que o relatório identificou é o de Ali Ahmadnia, gerente de comunicações do presidente do Irã. Em sua conta, colocou um link para que as pessoas pudessem enviar moeda via bitcoins para ele.
“Tal funcionalidade não seria abrangida por nenhuma das isenções de materiais informativos ou licenças gerais potencialmente disponíveis em relação a serviços acessórios às comunicações”, disse Kian Meshkat, legisperito especializado em sanções econômicas dos EUA, à WIRED.
“Poderia ser considerada uma transação proibida com bens bloqueados do governo do Irã, muito porquê uma exportação proibida de serviços financeiros para o Irã, de conciliação com o Regulamento de Transações e Sanções Iranianas.”
Até a publicação da reportagem, o botão de doação seguia ativo no X, mas, aparentemente, não redireciona mais para a conta de bitcoins do funcionário.
“Isso faz secção de um problema maior que observamos com o X, onde eles lucram diretamente com assinaturas premium, por meio de entidades e indivíduos sancionados”, diz Paul.
“Quando analisamos as demissões em tamanho que o X sofreu depois a compra por Elon Musk, o que vemos é a deterioração não exclusivamente da crédito, segurança e moderação, mas, também, da conformidade legítimo com questões, porquê as sanções dos EUA.”
Ou por outra, Musk já foi réu anteriormente de fornecer serviços premium a pessoas sancionadas pelos EUA. Em junho de 2025, a senadora de Massachusetts, Elizabeth Warren, reforçou outra publicação da TTP ao ortografar para o Tesouro sobre selos de verificação vendidos aos terroristas sancionados pelo país.
“Agora, parece que o X pode estar permitindo que funcionários do governo iraniano, sujeitos a sanções, lucrem com sua plataforma”, disse Warren à WIRED. “Ao deixar de tomar medidas básicas para fazer satisfazer nossas sanções, o governo Trump continua a minar nossa segurança pátrio e a integridade do sistema financeiro.”
Leia mais:
Sanções
Esses funcionários iranianos citados estão na lista de “nacionais mormente designados” pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC, na {sigla} em inglês) do Departamento do Tesouro estadunidense.
Mas as sanções dos EUA ao Irã possuem exceções, porquê uma emitida em 2022, que permite que empresas de tecnologia locais disponibilizem suas plataformas em território iraniano, de modo que os cidadãos comuns compartilhem informações com o resto do planeta.
Dessa forma, a “brecha” permite aos funcionários do governo do Irã a usar tais plataformas, mas somente se os serviços forem “disponíveis publicamente” e “gratuitos“.
“Não é provável saber se houve uma violação sem saber os detalhes específicos do conciliação entre X e os vários usuários sancionados”, disse Oliver Krischik, legisperito da GKG Law especializado em sanções do OFAC, à WIRED.
“No entanto, se o X forneceu esses ‘selos azuis’ ao governo iraniano mediante pagamento ou prestou serviços ao governo iraniano não disponíveis ao público sem dispêndio suplementar e sem licença, logo isso pareceria estar fora do escopo da autorização.”
Identificando autoridades no X
Para identificar chefes de Estado, o X disponibiliza um selo cinza. Já os funcionários iranianos com selos azuis estão pagando pelo serviço. Um “selo azul significa que a conta possui uma assinatura ativa do X Premium e atende aos nossos requisitos de elegibilidade”, explica o site da rede social.
Antes de o controle do vetusto Twitter ir para as mãos de Musk, o selo azul era facultado a perfis notáveis que verificassem sua identidade (porquê artistas, chefes de Estado, atores, etc.). Em 2023, o sistema passou a ser pago.
O que diz o X
A WIRED tentou contato com representantes do X, mas não obteve retorno. Porém, um trajo “curioso” chamou atenção: poucas horas depois a publicação sinalizar as contas pertencentes a autoridades iranianas, os selos azuis foram removidos. Já os demais perfis que a TTP atestou, mas que não foram repassados à empresa de Musk, seguem com a marca.
Já a Mansão Branca afirmou, por meio do Departamento do Tesouro, que alegações específicas não são comentadas, mas que “levamos alegações de conduta passível de sanção extremamente a sério“.
Manadeira: Olhar Do dedo
